Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2015
Mulher de 25 anos, com vida sexual ativa, usuária de contraceptivos combinados em união estável, queixa-se de ferida vulvar há cerca de seis semanas. Ao exame, foi constatado úlcera vulvar. Qual a conduta recomendada pelo Ministério da Saúde do Brasil, seguindo uma abordagem sindrômica?
Úlcera genital na abordagem sindrômica MS → Tratar sífilis, cancro mole, e considerar biópsia/donovanose se atípica/persistente.
Na abordagem sindrômica de úlcera genital, o Ministério da Saúde recomenda tratar as causas mais comuns (sífilis e cancro mole) e, em casos de úlceras atípicas, persistentes ou com suspeita de outras etiologias, considerar biópsia e tratamento para donovanose, que pode ter apresentação crônica.
A abordagem sindrômica para úlceras genitais é uma estratégia recomendada pelo Ministério da Saúde do Brasil para o manejo de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), especialmente em locais com recursos diagnósticos limitados. Ela se baseia no tratamento empírico das causas mais comuns e clinicamente relevantes, visando reduzir a transmissão e as complicações. As principais causas de úlcera genital são sífilis (cancro duro), cancro mole e herpes genital. A sífilis é tratada com penicilina benzatina, enquanto o cancro mole pode ser tratado com azitromicina ou ciprofloxacino. O herpes genital, embora não seja uma úlcera bacteriana, é uma causa comum e pode ser manejado com antivirais. No caso de úlceras persistentes, atípicas ou que não respondem ao tratamento inicial, é fundamental ampliar a investigação. Isso inclui a realização de exames específicos (VDRL, pesquisa de Haemophilus ducreyi, cultura para HSV) e, crucialmente, a biópsia da lesão para descartar outras etiologias, como donovanose (granuloma inguinal) ou neoplasias. A donovanose, causada por Klebsiella granulomatis, é uma IST crônica que se manifesta com úlceras progressivas e pode necessitar de tratamento prolongado com antibióticos como azitromicina ou doxiciclina.
As principais causas são sífilis (cancro duro), cancro mole e herpes genital. A abordagem sindrômica visa cobrir as etiologias mais prevalentes e graves.
A biópsia é indicada em úlceras que não respondem ao tratamento inicial, úlceras atípicas, lesões persistentes por mais de 4-6 semanas, ou quando há suspeita de neoplasia ou outras doenças menos comuns como donovanose ou linfogranuloma venéreo.
A conduta inicial inclui o tratamento empírico para sífilis (penicilina benzatina) e cancro mole (azitromicina ou ciprofloxacino), além de analgesia e higiene local. A investigação adicional depende da evolução e características da lesão.
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