UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022
Paciente, 35 anos, sexo masculino, comparece à consulta, em uma Unidade Básica de Saúde, relatando secreção uretral profusa e purulenta, acompanhado de disúria. O paciente relata que iniciou os sintomas há seis dias após ter mantido relação sexual desprotegida. Nega febre ou outras queixas. Diante do quadro, o médico optou por adotar a abordagem sindrômica do corrimento uretral. Em relação à abordagem sindrômica do corrimento uretral, assinale a alternativa que apresenta o tratamento correto.
Corrimento uretral purulento + disúria → Ceftriaxona (gonorreia) + Azitromicina (clamídia) + Metronidazol (tricomoníase) na abordagem sindrômica.
Um paciente com secreção uretral profusa e purulenta, disúria, após relação sexual desprotegida, indica uretrite. Na abordagem sindrômica do corrimento uretral, o tratamento deve cobrir as principais etiologias: *Neisseria gonorrhoeae* (com Ceftriaxona), *Chlamydia trachomatis* (com Azitromicina) e, em alguns protocolos brasileiros, *Trichomonas vaginalis* (com Metronidazol), sendo a opção B a que melhor contempla essa cobertura.
O corrimento uretral é uma das síndromes clínicas mais comuns em Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) masculinas, sendo um marcador importante de infecção. A abordagem sindrômica, recomendada pelo Ministério da Saúde do Brasil e pela OMS, permite o tratamento empírico imediato com base nos sintomas, sem aguardar resultados laboratoriais, o que é fundamental para a saúde pública, pois reduz a transmissão e previne complicações a longo prazo. O conhecimento dessa abordagem é essencial para residentes que atuarão na atenção primária e em emergências. A fisiopatologia do corrimento uretral envolve a inflamação da uretra causada por agentes infecciosos, principalmente *Neisseria gonorrhoeae* e *Chlamydia trachomatis*. A gonorreia tipicamente causa um corrimento purulento, profuso e disúria de início agudo, enquanto a clamídia pode apresentar um corrimento mais mucóide, menos abundante ou ser assintomática. O diagnóstico clínico é feito pela presença de secreção uretral e disúria, especialmente após relação sexual desprotegida. A ausência de febre ou outras queixas sistêmicas direciona o tratamento para as causas mais comuns de uretrite. O tratamento na abordagem sindrômica deve ser abrangente para cobrir os principais agentes etiológicos. O esquema padrão inclui Ceftriaxona (para gonorreia) e Azitromicina (para clamídia). A adição de Metronidazol é uma prática comum em muitos protocolos brasileiros para cobrir *Trichomonas vaginalis*, que, embora menos frequente como causa primária de uretrite em homens, pode estar presente. É crucial orientar o paciente sobre a importância do tratamento do(s) parceiro(s) sexual(is) e o uso de preservativos para prevenir reinfecções e a disseminação das ISTs.
As principais causas de corrimento uretral em homens são as infecções por *Neisseria gonorrhoeae* (gonorreia), que geralmente causa secreção purulenta e profusa, e *Chlamydia trachomatis* (clamídia), que pode causar secreção mais mucóide ou ser assintomática. Outras causas incluem *Mycoplasma genitalium* e *Trichomonas vaginalis*.
A abordagem sindrômica é utilizada para permitir o tratamento imediato das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) com base nos sintomas e sinais clínicos, sem a necessidade de exames laboratoriais que podem demorar. Isso é crucial para interromper a cadeia de transmissão e prevenir complicações, especialmente em locais com recursos limitados.
O esquema recomendado na abordagem sindrômica para corrimento uretral inclui Ceftriaxona (250-500mg IM dose única) para gonorreia, Azitromicina (1g VO dose única) ou Doxiciclina (100mg VO 12/12h por 7 dias) para clamídia. Em alguns protocolos, Metronidazol (2g VO dose única) é adicionado para cobrir tricomoníase, especialmente se houver suspeita ou para cobertura ampla.
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