Hospital do Açúcar - Maceió (AL) — Prova 2015
A abordagem sugerida como mínima pelo Ministério da Saúde para utilização rotineira dos Profissionais de Saúde em programas de controle do Tabagismo é caracterizada por objetivos que têm a finalidade de:
Abordagem mínima tabagismo MS: Identificar fumante, avaliar dependência (Fagerström), estágio de mudança (Prochaska e DiClemente).
A abordagem mínima do Ministério da Saúde para o controle do tabagismo foca em três pilares essenciais: a identificação ativa de todos os fumantes, a avaliação do grau de dependência da nicotina (geralmente pelo Teste de Fagerström) e a determinação do estágio de mudança de comportamento do indivíduo (modelo transteórico de Prochaska e DiClemente).
O tabagismo é uma das principais causas de morbimortalidade evitável no mundo, sendo um grave problema de saúde pública. O Ministério da Saúde do Brasil, através do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), estabelece diretrizes para a abordagem de fumantes pelos profissionais de saúde. A abordagem mínima é um conjunto de ações que devem ser realizadas rotineiramente por todos os profissionais de saúde em qualquer contato com o paciente. Essa abordagem mínima tem como objetivos principais: primeiro, identificar ativamente todos os fumantes; segundo, avaliar o grau de dependência da nicotina, geralmente utilizando o Teste de Fagerström; e terceiro, determinar o estágio de mudança de comportamento do fumante, conforme o modelo transteórico de Prochaska e DiClemente (pré-contemplação, contemplação, preparação, ação, manutenção). A partir dessa avaliação, o profissional pode oferecer uma intervenção breve, que consiste em aconselhamento e motivação, ou encaminhar para uma abordagem intensiva, que inclui terapia cognitivo-comportamental e, se necessário, tratamento farmacológico. Essa estratégia visa personalizar o cuidado e aumentar as chances de sucesso na cessação do tabagismo, contribuindo significativamente para a saúde individual e coletiva.
Os três pilares são: identificar todos os fumantes, avaliar o grau de dependência da nicotina (ex: Teste de Fagerström) e determinar o estágio de mudança de comportamento do fumante (modelo transteórico).
O estágio de mudança (pré-contemplação, contemplação, preparação, ação, manutenção) orienta a estratégia de intervenção, adaptando a mensagem e o suporte para motivar o paciente a progredir em direção à cessação.
A avaliação da dependência, geralmente pelo Teste de Fagerström, ajuda a determinar a intensidade da intervenção necessária, incluindo a possibilidade de terapia farmacológica (reposição de nicotina, bupropiona, vareniclina) para auxiliar na cessação.
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