Crise Convulsiva Pediátrica: Abordagem Inicial na Emergência

HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Uma criança com 18 meses de idade é trazida pelos pais após apresentar pico febril de 38,5 °C e movimentos tônicos-clônicos generalizados, que se iniciaram há 3 minutos. Assinale a opção que apresenta a sequência mais indicada para a abordagem inicial em crise, na sala de emergência.

Alternativas

  1. A) Cabeça retificada com o pescoço, verificação da permeabilidade das vias aéreas, oxigenioterapia por máscara ou cateter nasal, acesso venoso e monitorização contínua.
  2. B) Acesso venoso, cabeça retificada com o pescoço, verificação da permeabilidade de vias aéreas e oxigenioterapia por máscara ou cateter nasal.
  3. C) Acesso venoso, rotina laboratorial completa e radiografia de tórax.
  4. D) Acesso venoso, dipirona, oxigenioterapia por máscara ou cateter nasal e cabeça retificada com o pescoço.
  5. E) Exames e monitorização, cabeça retificada com o pescoço e oxigenioterapia por máscara ou cateter nasal.

Pérola Clínica

Crise convulsiva pediátrica → ABCDE prioritário: via aérea, respiração, circulação, estabilização.

Resumo-Chave

A abordagem inicial de qualquer crise convulsiva, especialmente em pediatria, segue os princípios do ABCDE. Garantir a permeabilidade das vias aéreas e a oxigenação é crucial para prevenir lesão cerebral hipóxica, seguido pela estabilização hemodinâmica e monitorização.

Contexto Educacional

As crises convulsivas febris são as convulsões mais comuns na infância, afetando cerca de 2-5% das crianças entre 6 meses e 5 anos de idade. Embora geralmente benignas, a abordagem inicial correta é crucial para garantir a segurança do paciente e prevenir complicações agudas, como hipóxia cerebral. É um tema de grande relevância para a prática pediátrica e para provas de residência. A fisiopatologia envolve a imaturidade do sistema nervoso central da criança, que é mais suscetível a descargas elétricas anormais em resposta à febre. O diagnóstico é clínico, baseado na observação da crise em contexto febril. É fundamental descartar outras causas de convulsão, como infecções do SNC ou distúrbios metabólicos, especialmente em crises atípicas. O tratamento inicial na emergência foca na estabilização do paciente. Isso inclui garantir a permeabilidade das vias aéreas, ofertar oxigênio, monitorar sinais vitais e obter acesso venoso. Se a crise persistir por mais de 5 minutos (estado de mal epiléptico), medicações anticonvulsivantes como benzodiazepínicos devem ser administradas. O prognóstico da convulsão febril simples é excelente, sem aumento do risco de epilepsia futura.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros passos na abordagem de uma crise convulsiva em criança?

Os primeiros passos incluem garantir a segurança do paciente, posicionar a cabeça para manter a via aérea permeável, ofertar oxigênio e iniciar monitorização contínua dos sinais vitais.

Por que a permeabilidade das vias aéreas é tão importante em uma convulsão?

Durante uma convulsão, a via aérea pode ser comprometida pela língua ou secreções, levando à hipóxia. Manter a via aérea livre garante oxigenação cerebral adequada e previne lesões neurológicas.

Como diferenciar uma convulsão febril simples de uma complexa?

A convulsão febril simples é generalizada, dura menos de 15 minutos e não se repete em 24h. A complexa pode ser focal, durar mais de 15 minutos ou ter recorrência dentro de 24 horas.

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