FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2022
Após a realização da territorialização da área de abrangência da Unidade Básica de Saúde (UBS) onde atua, o médico Rogério identificou a presença de grande quantidade de adolescentes, o que o surpreendeu por não identificar o mesmo aspecto nas consultas individuais que realiza. Qual, dentre as alternativas abaixo, está correta com relação à ação que Rogério pode realizar no intuito de aproximar-se do cuidado em saúde dos(as) adolescentes de sua área de abrangência?
Abordagem inicial de adolescentes na UBS → Grupos, pois dilui sentimentos inquietantes e facilita a interação.
Adolescentes tendem a se sentir mais à vontade em ambientes grupais do que em consultas individuais, onde a intensidade da relação médico-paciente pode ser ameaçadora. A abordagem em grupo permite a troca de experiências e a construção de um espaço de confiança, facilitando o acesso ao cuidado em saúde.
A saúde do adolescente é um campo complexo na Atenção Primária, exigindo abordagens específicas para engajar essa população. A territorialização é uma ferramenta fundamental para identificar as características demográficas e as necessidades de saúde de uma área de abrangência, revelando grupos que podem estar subutilizando os serviços. Adolescentes frequentemente enfrentam barreiras para buscar cuidado individual, como vergonha, medo de julgamento ou dificuldade em expressar suas preocupações. A dinâmica grupal oferece um espaço mais acolhedor e menos confrontador, onde a troca com pares e a figura do facilitador diluem a pressão de uma consulta individual. A criação de grupos com adolescentes na UBS, com atividades lúdicas e discussões mediadas, pode ser uma estratégia eficaz para promover a saúde, prevenir agravos e estabelecer um vínculo de confiança. É crucial que os profissionais de saúde estejam preparados para lidar com as especificidades dessa faixa etária, adaptando a comunicação e as intervenções.
A abordagem grupal oferece um ambiente menos intimidante, onde os adolescentes podem compartilhar experiências, reduzir a sensação de isolamento e diluir a intensidade da relação médico-paciente, que pode ser ameaçadora individualmente.
Temas como sexualidade, uso de substâncias, saúde mental, alimentação saudável, prevenção de ISTs e gravidez, e planejamento de futuro são relevantes e podem ser discutidos de forma aberta e educativa.
A territorialização permite mapear a população e suas características, revelando a presença de grupos específicos, como adolescentes, que podem não estar acessando os serviços de saúde de forma individual, direcionando ações mais eficazes.
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