HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Você começou a trabalhar em uma Unidade de Saúde que teve quatro médicos nos últimos cinco anos. Uma de suas consultas agendadas é com dona Tereza, 64 anos, considerada ''paciente difícil e poliqueixosa'' por uma técnica de enfermagem e uma agente comunitária de saúde. Em revisão do prontuário você verifica os dados a seguir: do lar, casada há 44 anos com seu Dorival, taxista, Gesta III, Para III (filhos vivos de 43 anos, 39 anos e uma filha de 30 anos, essa última com história de dependência de crack e está atualmente em uma comunidade terapêutica); em sua casa convive com o marido, que ''passa muito tempo fora trabalhando no ponto de táxi'' para complementar a aposentadoria, e com a neta Taís, 14 anos, filha de sua filha mais nova, criada por dona Tereza desde os 9 anos. Na sua lista de problemas, feita pelos outros médicos, consta dislipidemia e depressão. Já tomou amitriptilina, imipramina, diazepam e clonazepam, ''sem melhora do quadro'' conforme registros anteriores. No momento, está em uso de fluoxetina 40 mg ao dia, que segundo a própria dona Tereza funciona ''mais ou menos''. Acompanhada da neta na consulta, a queixa atual de dona Tereza é de cefaleia persistente no topo da cabeça, irritabilidade, e uma sensação estranha recorrente tipo fogacho. Reclama que o marido para pouco em casa por causa do trabalho e que a neta está muito desobediente e passa o tempo na internet. A neta, por sua vez, diz que a avó ''é chata e só reclama de tudo''. Qual é a primeira medida a ser tomada?
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