SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021
FCS mãe de um adolescente de 14 anos, queixa-se da falta de interesse do filho pelos estudos. Reclama que o marido é indiferente com a situação e nada faz a respeito. Para entender melhor a situação quais as ferramentas e recomendações devem ser usadas pelo médico?
Abordagem familiar na APS: use genograma e ecomapa para entender a dinâmica e promover apoio mútuo.
Para entender a dinâmica familiar e suas influências na saúde do adolescente, o médico deve usar ferramentas como o genograma e o ecomapa. Conceituar a família e promover o apoio mútuo são essenciais para uma intervenção eficaz e integral.
A abordagem familiar na Atenção Primária à Saúde (APS) é um pilar fundamental para o cuidado integral, reconhecendo que a saúde de um indivíduo é intrinsecamente ligada ao seu contexto familiar. Para entender a dinâmica familiar e suas influências sobre a saúde e o comportamento, especialmente em casos como a falta de interesse nos estudos de um adolescente, o médico deve empregar ferramentas específicas. Conceituar a família e considerar sua complexidade é o primeiro passo para uma intervenção eficaz, pois cada família possui uma estrutura, regras e padrões de comunicação únicos. Ferramentas como o genograma (para mapear a estrutura e histórico familiar) e o ecomapa (para visualizar as conexões da família com o ambiente externo) são indispensáveis para uma avaliação abrangente. Além disso, promover o apoio mútuo e a compreensão entre os membros da família é crucial para fortalecer os laços e desenvolver estratégias conjuntas de enfrentamento dos desafios, impactando positivamente a saúde e o bem-estar de todos os envolvidos. Todas essas abordagens são complementares e essenciais para um cuidado familiar de qualidade.
As principais ferramentas incluem o genograma, que mapeia a estrutura familiar e relações ao longo de gerações, e o ecomapa, que ilustra as conexões da família com sistemas externos, como escola, trabalho e serviços de saúde. Outras ferramentas são o FIRO e o PACT.
Conceituar a família permite ao médico entender a estrutura e funcionamento específicos de cada núcleo familiar. Reconhecer sua complexidade ajuda a evitar julgamentos e a abordar as questões de saúde de forma mais holística, considerando as interações e influências mútuas.
O médico pode atuar como facilitador, incentivando a comunicação aberta, a escuta ativa e a empatia entre os membros. Isso pode ser feito através de sessões de aconselhamento familiar, psicoeducação e identificação de recursos internos e externos de apoio.
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