UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2018
A abordagem familiar é uma das ferramentas cuja aplicação exige competências e habilidades por parte da equipe que trabalha na atenção primária à saúde (APS), a qual precisa a conhecer métodos e técnicas de avaliação de famílias e encarar a família do paciente como contexto-problema e como recurso terapêutico. Sobre abordagem familiar no contexto da APS, considere as seguintes afirmações: I - As etapas do ciclo de vida da família de classe popular são família composta por jovem adulto (adolescente colocado precocemente como fonte de ajuda concreta ou na função de provedor), família com filhos pequenos (estruturas domésticas para três ou quatro gerações) e família no estágio tardio (idosos com papel central de sustentar e educar as gerações mais novas).; II - O genograma é considerado um dos melhores instrumentos para abordagem familiar, capaz de organizar informações a respeito de padrões e relações familiares. Para isso, é necessária a coleta de informações com apenas um indivíduo da família, a fim de evitar conflito de informações e múltiplas versões de uma mesma história.; III - Em relação à tipologia familiar, a família nuclear é formada pelos familiares consanguíneos da pessoa- referência, composta, geralmente, um núcleo de um casal e seus filhos; enquanto a família reconstituída é composta por membros de uma família que, em algum momento, teve outra configuração, sofreu uma ruptura e passou a ter um novo formato (ex. Famílias divorciadas).; IV - A abordagem familiar é uma ferramenta importante para o trabalho de toda a equipe de saúde, porém, a sua aplicação é restrita a profissionais de nível superior. Portanto, o agente comunitário de saúde e o técnico de enfermagem não podem aplicá- la. Das afirmações, estão corretas apenas
Abordagem familiar na APS: I. Ciclo de vida popular; III. Família nuclear vs. reconstituída.
A abordagem familiar na APS é essencial para compreender o contexto do paciente. É importante conhecer as particularidades do ciclo de vida de famílias de classe popular e as diferentes tipologias familiares, como a nuclear e a reconstituída, para uma intervenção eficaz.
A abordagem familiar é uma pedra angular da Atenção Primária à Saúde (APS), reconhecendo que a saúde do indivíduo está intrinsecamente ligada ao seu contexto familiar. Ela exige da equipe de saúde competências para avaliar a família tanto como um contexto de problemas quanto como um recurso terapêutico. Compreender as particularidades dos ciclos de vida familiares, especialmente em classes populares, é fundamental, onde os papéis e responsabilidades podem ser distribuídos de forma diferente da família nuclear tradicional. Ferramentas como o genograma são cruciais para mapear a estrutura familiar, as relações e os padrões de saúde e doença ao longo de gerações, fornecendo uma visão holística. É importante ressaltar que a coleta de informações para o genograma deve envolver múltiplos membros da família, quando possível, para obter uma perspectiva mais completa e evitar vieses. Além disso, conhecer as diferentes tipologias familiares, como a família nuclear (casal e filhos) e a família reconstituída (formada após rupturas e novas uniões), permite que a equipe de saúde adapte suas intervenções e suporte às necessidades específicas de cada arranjo familiar. A abordagem familiar não é restrita a profissionais de nível superior; todos os membros da equipe, incluindo Agentes Comunitários de Saúde, desempenham um papel vital na construção do vínculo e na coleta de informações.
As famílias de classe popular podem apresentar ciclos de vida com jovem adulto como provedor precoce, estruturas domésticas para múltiplas gerações e idosos com papel central de sustentar e educar as gerações mais novas.
O genograma é uma ferramenta valiosa para organizar informações sobre padrões e relações familiares ao longo de gerações, auxiliando na compreensão da dinâmica familiar e na identificação de problemas de saúde, devendo-se coletar informações de múltiplos membros.
A família nuclear é composta por um casal e seus filhos, enquanto a família reconstituída surge após uma ruptura (ex: divórcio) e a formação de um novo arranjo familiar, incorporando membros de outras configurações familiares.
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