FHSTE - Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim (RS) — Prova 2021
Um paciente do sexo masculino, com 41 anos, tabagista, auxiliar de serviços gerais, vai à Unidade Básica de Saúde relatando dor no lado esquerdo do tórax, com início há 15 dias. Na abordagem pelo Médico de Família e Comunidade, qual o procedimento fundamental para realizar um bom diagnóstico:
Dor torácica → Anamnese e exame físico detalhados são a base para o diagnóstico diferencial e conduta.
Em qualquer queixa, especialmente dor torácica, a anamnese e o exame físico completos são os pilares da avaliação inicial. Eles permitem caracterizar a dor (tipo, localização, irradiação, fatores de melhora/piora, sintomas associados), identificar fatores de risco e direcionar a investigação complementar de forma racional, evitando exames desnecessários ou atrasos em condições graves.
A dor torácica é uma queixa comum na atenção primária e pode representar um amplo espectro de condições, desde causas benignas e autolimitadas até emergências médicas com risco de vida, como infarto agudo do miocárdio, embolia pulmonar ou dissecção aórtica. A abordagem inicial pelo Médico de Família e Comunidade é crucial para a estratificação de risco e o direcionamento adequado do paciente. O procedimento fundamental e insubstituível para um bom diagnóstico é a realização de uma anamnese detalhada e um exame físico completo. A anamnese deve caracterizar minuciosamente a dor (localização, irradiação, tipo, intensidade, duração, fatores desencadeantes e de alívio) e investigar sintomas associados, histórico médico, fatores de risco cardiovascular e uso de medicamentos. O exame físico, por sua vez, deve incluir a avaliação dos sinais vitais, ausculta cardíaca e pulmonar, palpação da parede torácica e avaliação de pulsos. Essas etapas iniciais permitem ao médico formular hipóteses diagnósticas, estratificar o risco do paciente e decidir sobre a necessidade de exames complementares urgentes (como eletrocardiograma em caso de suspeita cardíaca aguda) ou encaminhamento para serviços de emergência. A solicitação indiscriminada de exames sem uma boa base clínica pode levar a custos desnecessários, ansiedade do paciente e, potencialmente, atrasos no diagnóstico correto.
Devem ser investigadas a localização, irradiação, tipo, intensidade, duração, fatores desencadeantes e de alívio, e sintomas associados (dispneia, sudorese, náuseas).
São fundamentais para estratificar o risco, diferenciar causas graves (cardíacas, pulmonares, vasculares) de benignas, e guiar a solicitação de exames complementares de forma racional.
Incluem causas musculoesqueléticas, gastrointestinais (DRGE), psicogênicas, pulmonares (pneumonia, pleurite) e, menos frequentemente, cardíacas (angina estável).
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