IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025
Em uma UBS de uma capital, uma equipe é responsável por um território com cerca de 3.500 pessoas cadastradas, sendo que aproximadamente 80% dessa população reside em uma área de alta vulnerabilidade social. Durante uma reunião semanal, a equipe de saúde discute os dados de vigilância disponíveis no momento, analisando as listas de pacientes com diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e com diagnósticos recentes de sífilis e tuberculose, que são muito prevalentes na comunidade, de acordo com os últimos indicadores. Ao revisar os dados, a equipe observa que a maioria dos pacientes hipertensos e com sífilis estavam bem acompanhados e com as doenças controladas. Nenhum novo caso de tuberculose foi identificado. No entanto, o grupo de pacientes com diabetes mellitus apresentou muitos casos de controle inadequado da doença e baixa adesão ao tratamento. Diante disso, a equipe decide concentrar esforços em criar intervenções voltadas aos pacientes com diabetes mellitus, buscando melhorar o controle da doença e aumentar a adesão ao tratamento. O método utilizado pela equipe para chegar a essa decisão reflete os princípios de uma abordagem:
Abordagem comunitária → prioriza problemas de saúde da população com base em dados epidemiológicos e vulnerabilidade social.
A equipe utilizou dados de vigilância para identificar um problema de saúde prevalente e mal controlado na comunidade (diabetes), priorizando-o para intervenção. Isso reflete uma abordagem comunitária, focada nas necessidades coletivas e no planejamento baseado em evidências locais.
A abordagem comunitária é um pilar fundamental da Atenção Primária à Saúde (APS), especialmente no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Ela se caracteriza pela compreensão das necessidades de saúde de uma população específica em um território delimitado, considerando seus aspectos sociais, econômicos e culturais. A epidemiologia e a vigilância em saúde são ferramentas essenciais para o diagnóstico situacional, permitindo identificar os problemas de saúde mais prevalentes e as vulnerabilidades da comunidade. Nessa abordagem, a equipe de saúde não atua apenas no nível individual, mas também no coletivo, planejando e executando intervenções que visam impactar positivamente a saúde de todo o grupo. A priorização de problemas, como o diabetes mellitus no cenário da questão, é feita com base em dados concretos de morbidade, mortalidade e impacto na qualidade de vida, buscando otimizar recursos e maximizar resultados. A participação da comunidade no processo de planejamento e avaliação é um diferencial. Para residentes e profissionais da APS, dominar a abordagem comunitária é crucial para uma prática efetiva e resolutiva. Isso envolve a capacidade de analisar dados, identificar determinantes sociais da saúde, planejar ações intersetoriais e promover a saúde de forma abrangente, indo além da doença individual e focando na saúde coletiva e na equidade.
A abordagem comunitária foca nas necessidades de saúde de uma população ou território, utilizando dados epidemiológicos para planejar intervenções. Já a abordagem centrada na pessoa prioriza as necessidades e preferências individuais do paciente no processo de cuidado.
A vigilância em saúde fornece dados epidemiológicos e indicadores de saúde que permitem à equipe identificar os problemas mais prevalentes e com maior impacto na comunidade, subsidiando a priorização de ações e o planejamento de intervenções.
Os passos incluem o diagnóstico situacional da comunidade, a análise de dados de saúde, a identificação e priorização dos problemas, o planejamento de intervenções, a execução das ações e a avaliação dos resultados, sempre com participação social.
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