SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Considerando a Fibrilação Atrial (FA), assinale a alternativa correta.
FA persistente: ablação por cateter pode ser preferencial à farmacoterapia para controle de ritmo em casos selecionados.
A ablação por cateter para controle de ritmo na FA persistente é uma opção importante, especialmente quando a terapia farmacológica falha ou é mal tolerada, visando melhorar sintomas e qualidade de vida do paciente.
A Fibrilação Atrial (FA) é a arritmia cardíaca sustentada mais comum, afetando milhões de pessoas globalmente, com prevalência crescente com a idade. Caracteriza-se por atividade elétrica atrial caótica e irregular, resultando em ritmo ventricular irregular e perda da contração atrial efetiva. Sua importância clínica reside no risco aumentado de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico e insuficiência cardíaca. O diagnóstico da FA é feito por eletrocardiograma (ECG), que mostra ausência de ondas P organizadas e intervalos R-R irregulares. A estratificação de risco para AVC é crucial e realizada pela escala CHA2DS2-VASc, que guia a decisão de anticoagulação oral. As opções de tratamento incluem controle de frequência (beta-bloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio) e controle de ritmo (fármacos antiarrítmicos, cardioversão elétrica, ablação por cateter). A ablação por cateter tem se consolidado como uma opção eficaz para o controle de ritmo, especialmente em pacientes com FA paroxística e persistente que são sintomáticos e refratários ou intolerantes à terapia farmacológica. Embora não seja a primeira escolha para todos, em casos selecionados, pode oferecer melhores resultados na manutenção do ritmo sinusal e na melhora dos sintomas, impactando positivamente a qualidade de vida e reduzindo a necessidade de medicamentos antiarrítmicos a longo prazo.
A ablação por cateter é indicada para pacientes sintomáticos com FA refratária ou intolerante à terapia farmacológica, especialmente em FA paroxística ou persistente, visando restaurar e manter o ritmo sinusal.
A escala CHA2DS2-VASc avalia o risco de acidente vascular cerebral isquêmico em pacientes com FA, orientando a decisão sobre a necessidade e o tipo de anticoagulação oral para prevenção de eventos tromboembólicos.
O controle de ritmo busca restaurar e manter o ritmo sinusal (com fármacos antiarrítmicos ou ablação), enquanto o controle de frequência visa apenas manter a frequência ventricular em níveis aceitáveis, aliviando sintomas e prevenindo taquicardiomiopatia.
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