CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2025
Escolha a alternativa que tem a correlação correta entre os tipos de aberrações ópticas e sua descrição:
Aberrações de alta ordem (coma, esférica) impactam a qualidade visual além da refração básica.
As aberrações ópticas são imperfeições no sistema visual que impedem a formação de um ponto focal perfeito, dividindo-se em baixa ordem (grau) e alta ordem (qualidade).
A compreensão das aberrações ópticas revolucionou a oftalmologia, permitindo o desenvolvimento de cirurgias refrativas personalizadas e lentes intraoculares asféricas. Enquanto a miopia e o astigmatismo (baixa ordem) representam a maior parte do erro refrativo, as aberrações de alta ordem definem a 'fineza' da visão. A análise de frente de onda (Wavefront) permite mapear essas imperfeições de forma matemática (Polinômios de Zernike), possibilitando tratamentos que buscam a chamada 'super visão', minimizando queixas visuais noturnas e melhorando a performance óptica global do paciente.
Aberrações de alta ordem (HOAs) são distorções ópticas complexas que não podem ser corrigidas por lentes esferocilíndricas convencionais (óculos). Exemplos comuns incluem o coma, a aberração esférica e o trefoil. Elas afetam a qualidade da visão, causando sintomas como halos ao redor de luzes, glare (ofuscamento) e redução da sensibilidade ao contraste, sendo especialmente perceptíveis em condições de baixa luminosidade quando a pupila está dilatada.
A aberração esférica ocorre quando os raios de luz que incidem na periferia de uma lente (ou da córnea) convergem para um ponto focal diferente dos raios que passam pelo centro. Isso resulta em uma imagem borrada. Na oftalmologia, a córnea humana naturalmente possui aberração esférica positiva, que é parcialmente compensada pela aberração esférica negativa do cristalino jovem. Com o envelhecimento, esse equilíbrio se perde, piorando a qualidade visual noturna.
O coma é uma aberração que ocorre quando raios de luz entram no sistema óptico de forma oblíqua ou quando há descentração dos elementos ópticos. O resultado é uma imagem que se assemelha a uma 'cauda de cometa'. Clinicamente, o coma é muito comum em pacientes com ceratocone ou após cirurgias refrativas descentradas, causando distorção significativa da imagem que muitas vezes só pode ser corrigida com lentes de contato rígidas ou tratamentos guiados por frente de onda (wavefront).
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