CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2008
Quando uma lente é incapaz de focalizar todos os raios luminosos em um só ponto, dizemos que ela possui um(a):
Incapacidade de foco pontual por uma lente = Aberração (esférica ou cromática).
As aberrações ocorrem quando os raios luminosos que passam por uma lente não convergem para um único ponto focal ideal, resultando em imagens borradas ou distorcidas.
Na óptica ideal, todos os raios de um ponto objeto convergiriam para um único ponto imagem. Na prática, imperfeições na geometria da lente (aberração esférica) ou a dispersão de cores (aberração cromática) impedem essa perfeição. No olho humano, a córnea e o cristalino são as principais superfícies refrativas que podem introduzir essas aberrações. Com o envelhecimento e o desenvolvimento de catarata, as aberrações internas do cristalino aumentam significativamente. Lentes intraoculares modernas são frequentemente desenhadas com superfícies asféricas para compensar a aberração esférica positiva da córnea, melhorando a sensibilidade ao contraste do paciente.
É um tipo de aberração onde os raios luminosos que incidem na periferia de uma lente esférica sofrem uma refração mais potente do que os raios que passam pelo centro, fazendo com que não se encontrem no mesmo ponto focal, gerando um borrão circular.
Aberrações de baixa ordem incluem miopia, hipermetropia e astigmatismo, que podem ser corrigidos com óculos. Aberrações de alta ordem (como coma e trefoil) são distorções mais complexas da frente de onda que afetam a qualidade da visão, especialmente em condições de baixa luminosidade.
São medidas através da aberrometria (wavefront analysis), que mapeia como a luz viaja através do sistema óptico ocular. Esse exame é fundamental no planejamento de cirurgias refrativas personalizadas para minimizar distorções visuais noturnas.
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