CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2024
Com seus novos óculos, um paciente observa que a borda superior da lua cheia apresenta um contorno azul e a borda inferior com contorno vermelho. Qual das explicações abaixo é a mais plausível para a ocorrência deste efeito?
Baixo número de Abbe → ↑ dispersão cromática → franjas coloridas (azul/vermelho) em objetos.
O número de Abbe quantifica a dispersão de uma lente; quanto menor o valor, maior a separação das cores (aberração cromática), percebida como halos coloridos na periferia.
A aberração cromática lateral ocorre quando a lente atua como um prisma, dispersando a luz branca em seus componentes espectrais. O número de Abbe é inversamente proporcional à dispersão. Materiais como o policarbonato possuem baixo número de Abbe (aprox. 30), o que pode gerar queixas visuais em pacientes sensíveis, especialmente na periferia da lente. Na prática clínica, ao prescrever lentes de alto índice para altas ametropias, o oftalmologista deve estar ciente de que a redução da espessura da lente pode vir acompanhada de uma degradação da qualidade óptica periférica. A escolha do material deve equilibrar estética, peso e desempenho visual.
O número de Abbe, também conhecido como número V, é uma medida da dispersão cromática de um material óptico. Ele indica como o índice de refração do material varia com o comprimento de onda da luz. Um número de Abbe alto indica baixa dispersão (menos aberração cromática), enquanto um número de Abbe baixo indica alta dispersão, resultando em franjas coloridas ao redor de objetos, especialmente na periferia da lente.
Isso ocorre devido à aberração cromática lateral. Quando a luz branca passa por uma lente com baixo número de Abbe, ela é decomposta em suas cores constituintes (como em um prisma). O azul, tendo um comprimento de onda menor, sofre maior desvio que o vermelho. Isso cria um desalinhamento das imagens coloridas, percebido pelo paciente como contornos azuis e vermelhos em objetos de alto contraste.
Geralmente, sim. Existe uma correlação inversa frequente onde materiais com alto índice de refração (como o policarbonato ou resinas de alto índice) tendem a ter números de Abbe mais baixos (em torno de 30-32). Isso exige cautela na prescrição para pacientes sensíveis a aberrações periféricas, onde materiais como o CR-39 (Abbe 58) seriam opticamente superiores.
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