AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2022
Homem, 43 anos, deu entrada no pronto-atendimento com dor abdominal intensa de início súbito há 40 minutos. Refere que a dor iniciou em epigástrio, irradiando-se para todo o abdome, associada a náuseas. Paciente previamente hipertenso, com histórico de gastrite crônica e faz uso de omeprazol de forma esporádica. Ao exame, paciente taquicárdico, desidratado, abdome extremamente doloroso à palpação e rígido (“em tábua”) com sinais de peritonismo e sem ruídos hidroaéreos. Radiografia de abdome ortostática evidenciou pneumoperitônio. A principal hipótese diagnóstica e a conduta, respectivamente, são:
Dor abdominal súbita + abdome em tábua + pneumoperitônio → Abdome agudo perfurativo = Estabilização + Cirurgia.
O quadro clínico (dor súbita, abdome em tábua, peritonismo) e o achado radiográfico (pneumoperitônio) são patognomônicos de abdome agudo perfurativo, sendo a úlcera péptica perfurada a causa mais comum. A conduta é estabilização clínica imediata e cirurgia exploratória de urgência.
O abdome agudo perfurativo é uma emergência cirúrgica caracterizada pela ruptura de uma víscera oca, resultando no extravasamento de conteúdo gastrointestinal para a cavidade peritoneal. A causa mais comum é a úlcera péptica perfurada, mas outras etiologias incluem diverticulite, apendicite e trauma. A condição se manifesta por dor abdominal súbita e intensa, que rapidamente se generaliza, acompanhada de náuseas e vômitos. A importância clínica reside na rápida progressão para peritonite e sepse, com alta morbimortalidade se não tratada prontamente. O diagnóstico é eminentemente clínico, com o exame físico revelando um abdome extremamente doloroso à palpação, rígido ('em tábua'), com sinais de peritonismo e ausência de ruídos hidroaéreos. A radiografia de abdome ortostática é um exame complementar crucial, pois a presença de pneumoperitônio (ar subdiafragmático) é patognomônica de perfuração de víscera oca. Em casos duvidosos, a tomografia computadorizada pode ser útil. Uma vez estabelecido o diagnóstico, a conduta é a estabilização clínica do paciente, que inclui acesso venoso, hidratação vigorosa, analgesia, antibioticoterapia de amplo espectro e, se necessário, correção de distúrbios hidroeletrolíticos. Após a estabilização inicial, o tratamento definitivo é cirúrgico, com laparotomia exploratória para identificar e corrigir a perfuração, além de realizar a limpeza da cavidade abdominal. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção cirúrgica, sendo crucial para residentes reconhecerem e manejarem essa condição de forma eficaz.
Os sinais clínicos que sugerem abdome agudo perfurativo incluem dor abdominal súbita e intensa, difusa, abdome rígido 'em tábua', sinais de peritonismo (dor à descompressão brusca, defesa abdominal) e ausência de ruídos hidroaéreos.
O achado radiográfico mais importante no abdome agudo perfurativo é o pneumoperitônio, que é a presença de ar livre na cavidade abdominal, geralmente visível como uma crescente de ar subdiafragmática em radiografia de abdome ortostática.
A conduta imediata para um paciente com abdome agudo perfurativo é a estabilização clínica (hidratação venosa, analgesia, antibióticos de amplo espectro) seguida de tratamento cirúrgico de urgência para correção da perfuração e lavagem da cavidade abdominal.
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