SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2024
Paciente de 66 anos, feminina, é admitida no pronto atendimento com quadro de dor abdominal epigástrica de início súbito, náuseas, vômitos e inapetência. Possui como antecedentes hipotireoidismo e quadro de ansiedade generalizada em tratamento. Possui 2 cesarianas prévias. No exame físico apresentava: Glasgow 15, lúcida e orientada no tempo e espaço; hidratada; normocorada; acianótica; perfusão capilar periférica satisfatória. Os dados vitais: FC: 114 bpm; FR: 20 irpm; PA: 110 x 60 mmHg, Temperatura: 36,8 ºC. Saturação 95% ar ambiente. O abdome apresentava ruídos diminuídos, com dor difusa a palpação e importante renitência difusa. Os laboratoriais mostravam: Hemoglobina 13,3 g/dL, Leucócitos: 5.700 mm3, Bastonetes 10%, Segmentados 78%, Plaquetas 271 mil/mm3, Amilase 117 U/L (normal 30-118), Proteína C Reativa 36,0 mg/L (normal abaixo de 10), Ureia 50 mg/dL (normal 10-45), Creatinina 0,90 mg/dL (normal 0,3-1,2), Lipase: 58,0 UI (normal 12-60).O raio-x de abdome:De acordo com o quadro clínico acima apresentado qual diagnóstico mais provável e tratamento mais adequado:
Dor epigástrica súbita + abdome em 'tábua' (renitência difusa) + taquicardia + leucocitose com desvio + PCR ↑ → Abdome agudo perfurativo = Cirurgia imediata.
A tríade de dor abdominal súbita, sinais de irritação peritoneal difusa (renitência) e taquicardia, com exames laboratoriais inflamatórios, sugere fortemente um abdome agudo perfurativo, que exige intervenção cirúrgica imediata para evitar sepse e óbito.
O abdome agudo perfurativo é uma emergência cirúrgica grave, caracterizada pela perfuração de uma víscera oca abdominal, resultando em extravasamento de conteúdo para a cavidade peritoneal e peritonite. A rápida identificação e intervenção são cruciais para a sobrevida do paciente, dada a alta morbimortalidade associada. O quadro clínico clássico inclui dor abdominal súbita e intensa, frequentemente epigástrica, que se irradia e se torna difusa, acompanhada de náuseas, vômitos e sinais de irritação peritoneal, como defesa e renitência abdominal ('abdome em tábua'). Taquicardia, hipotensão e leucocitose com desvio à esquerda são achados laboratoriais comuns. O raio-x de abdome pode mostrar pneumoperitônio, confirmando a perfuração. O diagnóstico de abdome agudo perfurativo exige tratamento cirúrgico imediato para fechar a perfuração, realizar a lavagem da cavidade peritoneal e controlar a infecção. O atraso na cirurgia aumenta significativamente a morbimortalidade devido à progressão da peritonite, sepse e falência de múltiplos órgãos, tornando a agilidade na conduta fundamental.
Os principais sinais incluem dor abdominal súbita e intensa, geralmente epigástrica, que se generaliza, associada a irritação peritoneal (abdome em 'tábua', dor à descompressão), taquicardia e, por vezes, febre. Náuseas e vômitos também são comuns.
O raio-x de abdome pode revelar pneumoperitônio (ar subdiafragmático), um sinal patognomônico de perfuração de víscera oca. Sua presença confirma o diagnóstico e indica a necessidade de cirurgia imediata para correção.
A perfuração de víscera oca leva ao extravasamento de conteúdo gastrointestinal para a cavidade peritoneal, causando peritonite e sepse. A cirurgia imediata é essencial para controlar a contaminação, reparar a perfuração e prevenir complicações graves e óbito.
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