UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2021
Homem de 50 anos é atendido por você no pronto-socorro, referindo dor súbita no abdome superior, com irradiação generalizada há três horas, com piora gradativa, acompanhada de náuseas. Nega febre. Antecedentes pessoais: tabagismo e etilismo social, uso frequente de anti-inflamatório oral para hérnia de disco. Exame físico: PA: 130 x 70 mmHg, FC: 110 bpm, FR: 28 irpm, sudoreico. Abdome: plano, tenso e sem cicatriz cirúrgica, Joubert positivo, palpação superficial e profunda dolorosa e descompressão brusca difusa. O próximo passo é:
Dor súbita abdome superior + Joubert positivo + abdome tenso → Abdome Agudo Perfurativo, RX tórax/abdome é o próximo passo.
Um quadro de dor abdominal súbita e intensa, com irradiação generalizada, abdome tenso ('em tábua') e sinal de Joubert positivo (macicez hepática abolida) é altamente sugestivo de abdome agudo perfurativo, geralmente por úlcera péptica. O próximo passo diagnóstico essencial é a radiografia simples de tórax e abdome em duas posições para identificar pneumoperitônio.
O abdome agudo perfurativo é uma emergência cirúrgica grave, caracterizada pela perfuração de uma víscera oca do trato gastrointestinal, resultando em extravasamento de conteúdo para a cavidade peritoneal e consequente peritonite. É uma condição que exige diagnóstico rápido e intervenção cirúrgica imediata para evitar complicações como sepse e choque. A úlcera péptica perfurada, frequentemente associada ao uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou infecção por H. pylori, é a causa mais comum, tornando este um tema de alta relevância para residentes e estudantes de medicina. Clinicamente, o paciente com abdome agudo perfurativo apresenta dor abdominal súbita e intensa, que se inicia geralmente no epigástrio e se irradia rapidamente para todo o abdome. Ao exame físico, o abdome é classicamente descrito como 'em tábua' devido à contratura muscular involuntária, com descompressão brusca difusa e sinal de Joubert positivo (abolição da macicez hepática à percussão, indicando a presença de ar livre subdiafragmático). A taquicardia e a sudorese refletem a resposta sistêmica à dor e à inflamação. Diante de um quadro clínico tão sugestivo, o próximo passo diagnóstico crucial é a realização de radiografias simples de tórax (PA em pé) e abdome (em pé e deitado). Essas radiografias têm como objetivo principal identificar o pneumoperitônio, que é a presença de ar livre na cavidade abdominal, um sinal inequívoco de perfuração de víscera oca. A visualização de uma crescente de ar subdiafragmática confirma o diagnóstico e indica a necessidade de laparotomia exploradora de emergência. A analgesia e hidratação são importantes, mas não devem atrasar a investigação diagnóstica por imagem, que é prioritária para a definição da conduta cirúrgica.
Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e intensa, geralmente em abdome superior, que se generaliza rapidamente. Ao exame físico, o abdome é tenso ('em tábua'), com descompressão brusca difusa e sinal de Joubert positivo (perda da macicez hepática devido ao ar livre na cavidade).
A radiografia simples de tórax (PA em pé) e abdome (em pé e deitado) é o exame inicial mais importante. Ela permite identificar o pneumoperitônio, que é a presença de ar livre na cavidade abdominal, um sinal patognomônico de perfuração de víscera oca, visível como uma crescente de ar subdiafragmática.
A causa mais comum é a perfuração de úlcera péptica (gástrica ou duodenal), frequentemente associada ao uso de AINEs ou infecção por H. pylori. Outras causas incluem perfuração de divertículos, apendicite perfurada, perfuração intestinal por trauma ou isquemia, e perfuração de neoplasias.
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