IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2015
Um homem de 57 anos é levado ao pronto-socorro por uma unidade de resgate, com queixa de dor abdominal difusa há 8 horas. Está em regular estado geral, tem FC = 120bpm, PA = 90x50mmHg, FR = 24irpm e saturação de oxigênio de 92% com cateter de O₂ com 2L/min. O abdome está tenso e com rigidez involuntária, e a radiografia simples de abdome revela presença de gás extraluminal. Antes que esse paciente seja encaminhado à sala de operação, é fundamental fazer:
Abdome agudo perfurativo + instabilidade hemodinâmica → Estabilização volêmica e ATB antes da cirurgia.
Pacientes com abdome agudo perfurativo e sinais de choque séptico (taquicardia, hipotensão) necessitam de estabilização hemodinâmica com fluidos e início precoce de antibióticos de amplo espectro antes da cirurgia para melhorar o prognóstico.
O caso clínico descreve um quadro de abdome agudo perfurativo com sinais de choque séptico (taquicardia, hipotensão, saturação baixa, rigidez abdominal e pneumoperitônio). Esta é uma emergência cirúrgica que exige intervenção rápida, mas a estabilização clínica pré-operatória é fundamental para otimizar o paciente e melhorar os resultados. Residentes devem priorizar a ressuscitação inicial antes do encaminhamento ao bloco cirúrgico. A perfuração de uma víscera oca resulta em contaminação da cavidade peritoneal, levando a peritonite e, frequentemente, sepse. A resposta inflamatória sistêmica causa vasodilatação, aumento da permeabilidade capilar e hipovolemia, culminando em choque. Antes da cirurgia, é imperativo estabelecer acessos venosos calibrosos, iniciar a ressuscitação volêmica agressiva com cristaloides (2-3 litros ou mais, guiado pela resposta) e administrar antibióticos de amplo espectro para cobrir a flora intestinal (gram-negativos e anaeróbios). A intubação traqueal imediata pode ser necessária em casos de insuficiência respiratória grave, mas a prioridade inicial é a estabilização circulatória e o controle da infecção. Drogas vasoativas podem ser necessárias se o choque persistir após a reposição volêmica adequada. A monitorização hemodinâmica invasiva (Swan-Ganz) é mais complexa e não é a primeira medida fundamental. O omeprazol não aborda a urgência do quadro séptico.
Os sinais incluem dor abdominal súbita e intensa, abdome em tábua (rigidez involuntária), sinais de peritonite e, frequentemente, pneumoperitônio na radiografia simples de abdome.
A perfuração de víscera oca leva à peritonite e sepse, causando hipovolemia e choque. A ressuscitação volêmica com cristaloides e o início de antibióticos são vitais para otimizar o paciente antes da cirurgia e melhorar o prognóstico.
Antibióticos de amplo espectro que cubram bactérias gram-negativas e anaeróbios são indicados, como cefalosporinas de terceira geração associadas a metronidazol, ou piperacilina-tazobactam.
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