Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Homem de 41 anos dá entrada na emergência com dor abdominal de forte intensidade, súbita, difusa, associada a sudorese e taquicardia. Durante o atendimento, a equipe médica solicita raio X de abdome em posição ortostática, demonstrado a seguir.(C. Townsend; D. Beauchamp; B. Evers; K. Mattox, Sabiston, Tratado de Cirurgia)O diagnóstico provável é de
Dor abdominal súbita intensa + sinais de peritonite + pneumoperitônio no RX → Perfuração de víscera oca (ex: úlcera gastroduodenal).
A tríade de dor abdominal súbita e intensa, sinais de irritação peritoneal (implícitos pela dor difusa e taquicardia) e pneumoperitônio no raio X ortostático é altamente sugestiva de perfuração de víscera oca. A perfuração de úlcera gastroduodenal é uma das causas mais comuns de abdome agudo perfurativo.
O abdome agudo perfurativo é uma emergência cirúrgica que exige diagnóstico rápido e intervenção imediata. A perfuração de úlcera gastroduodenal é uma das causas mais comuns, especialmente em pacientes com histórico de doença péptica ou uso de AINEs. O quadro clínico é caracterizado por dor abdominal súbita, intensa e difusa, que pode ser acompanhada de sinais de choque (taquicardia, sudorese) devido à peritonite química inicial e, posteriormente, bacteriana. A fisiopatologia envolve o extravasamento de conteúdo gastrointestinal (ácido, enzimas, bactérias) para a cavidade peritoneal, causando uma inflamação intensa e generalizada. O diagnóstico é fortemente sugerido pela clínica e confirmado pelo achado de pneumoperitônio (ar livre subdiafragmático) no raio X de abdome em posição ortostática. A tomografia computadorizada pode ser mais sensível para detectar pequenas quantidades de ar livre. A conduta é cirúrgica, visando o fechamento da perfuração e a limpeza da cavidade peritoneal. Antes da cirurgia, a estabilização do paciente com fluidos intravenosos, analgesia e antibioticoterapia de amplo espectro é fundamental. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção, sendo que o atraso aumenta significativamente a morbimortalidade devido à sepse e falência de múltiplos órgãos.
Clinicamente, o paciente apresenta dor abdominal súbita e intensa, difusa, com sinais de irritação peritoneal (abdome em tábua, descompressão brusca dolorosa), taquicardia e sudorese. Radiologicamente, o achado mais característico é o pneumoperitônio, visível como ar livre subdiafragmático no raio X de abdome em ortostase.
A conduta inicial inclui estabilização hemodinâmica (acesso venoso, fluidos), analgesia, antibioticoterapia de amplo espectro, sonda nasogástrica para descompressão e, após confirmação diagnóstica, indicação de laparotomia exploradora ou laparoscopia para fechamento da perfuração.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem outras causas de abdome agudo com dor intensa, como pancreatite aguda, colecistite aguda, apendicite aguda, diverticulite aguda e isquemia mesentérica. No entanto, a presença de pneumoperitônio é quase patognomônica de perfuração de víscera oca.
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