FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2021
O tratamento do abdome agudo perfurativo é eminentemente cirúrgico, sendo que a conduta intraoperatória dependerá da etiologia do quadro. Considerando o contexto, é INCORRETO afirmar:
Conduta em perfuração de cólon depende de múltiplos fatores, não apenas hemodinâmicos.
A decisão sobre sutura primária ou ostomia em perfurações colônicas é complexa, envolvendo não só a estabilidade hemodinâmica, mas também o grau de contaminação, tempo de perfuração, condições do cólon e comorbidades do paciente.
O abdome agudo perfurativo é uma emergência cirúrgica que exige diagnóstico e tratamento rápidos para evitar complicações graves como sepse e choque. A etiologia mais comum é a úlcera péptica perfurada, mas perfurações em qualquer segmento do trato gastrointestinal podem ocorrer, incluindo delgado e cólon, cada uma com suas particularidades. A identificação precoce dos sinais de peritonite e a estabilização do paciente são cruciais antes da intervenção cirúrgica definitiva. A fisiopatologia envolve a extravasamento de conteúdo gastrointestinal para a cavidade peritoneal, levando a peritonite química e bacteriana. O diagnóstico é clínico, com dor abdominal intensa e sinais de irritação peritoneal, e confirmado por exames de imagem como radiografia de abdome (pneumoperitônio) ou tomografia computadorizada. A conduta cirúrgica visa fechar a perfuração, controlar a contaminação e prevenir novas complicações. O tratamento é eminentemente cirúrgico, variando conforme a localização e extensão da perfuração. Úlceras duodenais perfuradas são frequentemente tratadas com sutura simples e patch de omento. Perfurações de delgado podem exigir sutura ou enterectomia segmentar. Já as perfurações colônicas são mais desafiadoras, e a decisão entre sutura primária, ressecção com anastomose primária ou ressecção com ostomia depende de múltiplos fatores, como estabilidade hemodinâmica, grau de contaminação, tempo de perfuração, condições do cólon e comorbidades do paciente, e não apenas do estado hemodinâmico.
As principais causas incluem úlceras pépticas perfuradas, diverticulite perfurada, apendicite perfurada, trauma e isquemia intestinal com perfuração.
A conduta inicial é a sutura simples da perfuração, geralmente com reforço de retalho de omento (patch de Graham), associada à lavagem da cavidade abdominal.
Além do estado hemodinâmico, fatores como grau de contaminação, tempo de perfuração, condições do tecido colônico, comorbidades do paciente e experiência do cirurgião são determinantes.
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