Abdome Agudo Perfurativo: Conduta Cirúrgica Essencial

FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2021

Enunciado

O tratamento do abdome agudo perfurativo é eminentemente cirúrgico, sendo que a conduta intraoperatória dependerá da etiologia do quadro. Considerando o contexto, é INCORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) Úlceras perfuradas, na maioria das vezes, podem ser suturadas, com associação ou não à proteção com retalho do omento maior.
  2. B) A gastrectomia é rara e fica reservada a úlceras de grande diâmetro, terebrantes para o pâncreas ou para suspeita de neoplasia.
  3. C) Perfurações de delgado também podem ser suturadas ou exigir enterectomias segmentares.
  4. D) Suturas no cólon, com ou sem ostomias de proteção, devem ser determinadas baseadas exclusivamente no estado hemodinâmico do paciente durante a cirurgia.

Pérola Clínica

Conduta em perfuração de cólon depende de múltiplos fatores, não apenas hemodinâmicos.

Resumo-Chave

A decisão sobre sutura primária ou ostomia em perfurações colônicas é complexa, envolvendo não só a estabilidade hemodinâmica, mas também o grau de contaminação, tempo de perfuração, condições do cólon e comorbidades do paciente.

Contexto Educacional

O abdome agudo perfurativo é uma emergência cirúrgica que exige diagnóstico e tratamento rápidos para evitar complicações graves como sepse e choque. A etiologia mais comum é a úlcera péptica perfurada, mas perfurações em qualquer segmento do trato gastrointestinal podem ocorrer, incluindo delgado e cólon, cada uma com suas particularidades. A identificação precoce dos sinais de peritonite e a estabilização do paciente são cruciais antes da intervenção cirúrgica definitiva. A fisiopatologia envolve a extravasamento de conteúdo gastrointestinal para a cavidade peritoneal, levando a peritonite química e bacteriana. O diagnóstico é clínico, com dor abdominal intensa e sinais de irritação peritoneal, e confirmado por exames de imagem como radiografia de abdome (pneumoperitônio) ou tomografia computadorizada. A conduta cirúrgica visa fechar a perfuração, controlar a contaminação e prevenir novas complicações. O tratamento é eminentemente cirúrgico, variando conforme a localização e extensão da perfuração. Úlceras duodenais perfuradas são frequentemente tratadas com sutura simples e patch de omento. Perfurações de delgado podem exigir sutura ou enterectomia segmentar. Já as perfurações colônicas são mais desafiadoras, e a decisão entre sutura primária, ressecção com anastomose primária ou ressecção com ostomia depende de múltiplos fatores, como estabilidade hemodinâmica, grau de contaminação, tempo de perfuração, condições do cólon e comorbidades do paciente, e não apenas do estado hemodinâmico.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de abdome agudo perfurativo?

As principais causas incluem úlceras pépticas perfuradas, diverticulite perfurada, apendicite perfurada, trauma e isquemia intestinal com perfuração.

Qual a conduta inicial em caso de úlcera péptica perfurada?

A conduta inicial é a sutura simples da perfuração, geralmente com reforço de retalho de omento (patch de Graham), associada à lavagem da cavidade abdominal.

Quais fatores influenciam a decisão de realizar ostomia em perfurações colônicas?

Além do estado hemodinâmico, fatores como grau de contaminação, tempo de perfuração, condições do tecido colônico, comorbidades do paciente e experiência do cirurgião são determinantes.

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