SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2021
Uma paciente de 76 anos de idade compareceu ao atendimento médico queixando-se de dor de forte intensidade no abdome, com início há cerca de duas horas. Relata ser tabagista, hipertensa e utilizar remédios para dores nas costas de forma contínua. Ao exame físico, apresentou abdome em tábua à palpação. Quanto aos sinais vitais, observam-se PA = 90 mmHg x 40 mmHg, FC = 120 bpm, FR = 20 irpm e SatO2 = 96%.A respeito desse caso clínico, assinale a alternativa correta.
Abdome em tábua + dor abdominal aguda + histórico AINEs = Úlcera péptica perfurada → Cirurgia urgente.
O abdome em tábua é um sinal clássico de peritonite generalizada, frequentemente causada por perfuração de víscera oca, como uma úlcera péptica. O histórico de uso contínuo de AINEs é um fator de risco importante para úlceras, e a hipotensão e taquicardia indicam choque, necessitando de intervenção cirúrgica imediata.
O abdome agudo é uma síndrome caracterizada por dor abdominal de início súbito ou progressivo, que requer diagnóstico e tratamento rápidos, muitas vezes cirúrgicos. O abdome agudo perfurativo é uma das suas formas mais graves, com alta morbimortalidade se não for prontamente abordado. É um tema crucial para residentes de cirurgia geral e clínica médica. A úlcera péptica perfurada é uma das causas mais comuns de abdome agudo perfurativo, especialmente em pacientes com fatores de risco como tabagismo, etilismo e uso crônico de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que comprometem a barreira protetora da mucosa gástrica ou duodenal. A perfuração leva ao extravasamento de conteúdo gástrico ou duodenal para a cavidade peritoneal, causando uma peritonite química inicial, que rapidamente evolui para bacteriana. Clinicamente, o paciente apresenta dor abdominal súbita e intensa, que se generaliza. O exame físico revela um abdome em tábua, indicativo de irritação peritoneal difusa. Sinais de choque, como taquicardia e hipotensão, são comuns devido à resposta inflamatória sistêmica e à perda de fluidos para o terceiro espaço. O diagnóstico é primariamente clínico, complementado por exames de imagem como radiografia de tórax (para buscar pneumoperitônio) e tomografia. O tratamento é cirúrgico de urgência para fechar a perfuração e realizar a lavagem da cavidade abdominal, visando controlar a infecção e prevenir complicações.
Os sinais clínicos incluem dor abdominal súbita e intensa, frequentemente em "punhalada", que se generaliza rapidamente. Ao exame físico, o abdome em tábua (rigidez muscular involuntária) é um achado clássico de peritonite generalizada, além de sinais de choque como taquicardia e hipotensão.
O uso crônico de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de úlceras pépticas, que podem complicar com sangramento ou perfuração. Em um paciente com dor abdominal aguda e abdome em tábua, o histórico de AINEs reforça a suspeita de úlcera péptica perfurada.
A úlcera péptica perfurada causa extravasamento de conteúdo gastrointestinal para a cavidade peritoneal, levando a peritonite química e bacteriana grave. O tratamento cirúrgico é essencial para fechar a perfuração, lavar a cavidade abdominal e prevenir complicações como sepse e falência de múltiplos órgãos.
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