IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
Paciente de 85 anos deu entrada no pronto-socorro com dor abdominal de início súbito há sete horas. Encontra-se no 16° dia pós-operatório de artroplastia de quadril, descorado, face de dor, pulso 125 bpm, pressão arterial 90 mmHg x 60mmHg e descompressão brusca positiva em todo o abdome. O diagnóstico mais provável e a conduta adequada são:
Idoso, PO recente, dor abdominal súbita + peritonite difusa + choque → suspeitar úlcera péptica perfurada → laparotomia exploradora.
Em pacientes idosos, especialmente no pós-operatório, a dor abdominal súbita associada a sinais de choque e peritonite difusa é uma emergência cirúrgica. A úlcera péptica perfurada é uma causa comum e grave, exigindo laparotomia exploradora e sutura da perfuração para controle da contaminação e reparo.
A úlcera péptica perfurada é uma das causas mais graves de abdome agudo, caracterizada por dor abdominal súbita e intensa, seguida de sinais de peritonite. Fatores de risco incluem idade avançada, uso de AINEs, infecção por *H. pylori* e estresse fisiológico, como o período pós-operatório. O diagnóstico é primariamente clínico, com a presença de dor abdominal intensa, defesa e descompressão brusca positiva. A radiografia de tórax pode mostrar pneumoperitônio, confirmando a perfuração. A instabilidade hemodinâmica (choque) é um sinal de gravidade e progressão da peritonite. O tratamento é uma emergência cirúrgica, com laparotomia exploradora para identificação e sutura da perfuração, lavagem da cavidade abdominal e antibioticoterapia. A demora no tratamento aumenta significativamente a morbimortalidade, especialmente em pacientes idosos e com comorbidades.
Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e intensa, frequentemente descrita como 'em punhalada', que se generaliza rapidamente. Ao exame físico, observa-se abdome em tábua, defesa e descompressão brusca positiva difusa, indicando peritonite. Sinais de choque podem estar presentes.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos, analgesia, antibioticoterapia de amplo espectro e inserção de sonda nasogástrica. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem (radiografia de tórax ou tomografia) e a cirurgia de emergência (laparotomia exploradora) é o tratamento definitivo.
O período pós-operatório, especialmente em pacientes idosos, é um fator de risco para úlceras de estresse e suas complicações, incluindo perfuração. O estresse fisiológico, uso de medicamentos como AINEs ou corticoides, e a imobilização podem contribuir para o desenvolvimento de lesões na mucosa gastrointestinal.
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