UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023
Sobre as afecções de tratamento cirúrgico na infância, relacione os diagnósticos, na coluna da esquerda, com seus respectivos sinais/sintomas, na coluna da direita.(I) Apendicite aguda. (A) Atraso na primeira eliminação de mecônio.(II) Megacólon congênito. (B) Vômitos de conteúdo lácteo após as mamadas.(III) Atresia de duodeno. (C) Evacuação de muco com aspecto de “geleia de morango”.(IV) Estenose hipertrófica de piloro. (D) Sinal radiográfico de dupla bolha.(V) Invaginação intestinal. (E) Dor abdominal, inicialmente difusa, evoluindo com localização em fossa ilíaca direita.Assinale a alternativa que contém a associação correta.
Abdome agudo pediátrico: Apendicite (dor FID), Hirschsprung (atraso mecônio), Atresia duodenal (dupla bolha), Estenose pilórica (vômitos lácteos), Invaginação (geleia de morango).
O diagnóstico de afecções cirúrgicas na infância exige conhecimento dos sinais e sintomas específicos de cada condição, que muitas vezes são diferentes dos adultos. A correta associação entre a clínica e a patologia é crucial para um manejo rápido e eficaz, evitando complicações graves.
As afecções cirúrgicas na infância representam um desafio diagnóstico devido à inespecificidade dos sintomas em pacientes pediátricos. É fundamental que residentes e médicos saibam correlacionar os sinais e sintomas específicos com as patologias mais comuns. A apendicite aguda, por exemplo, manifesta-se com dor abdominal que migra para a fossa ilíaca direita, enquanto o megacólon congênito (Doença de Hirschsprung) é caracterizado pelo atraso na eliminação do mecônio e constipação crônica. Outras condições importantes incluem a atresia de duodeno, que se apresenta com vômitos biliosos desde o nascimento e o clássico sinal radiográfico de "dupla bolha". A estenose hipertrófica de piloro, comum em lactentes, causa vômitos não biliosos em jato após as mamadas e pode ser palpada como uma "oliva pilórica". Já a invaginação intestinal, uma emergência cirúrgica, é caracterizada por dor abdominal intermitente, massa palpável e evacuação de fezes com muco e sangue, descritas como "geleia de morango". O reconhecimento precoce desses quadros é crucial para o tratamento adequado e para evitar complicações graves. A história clínica detalhada, o exame físico cuidadoso e exames complementares direcionados são pilares para o diagnóstico. O manejo cirúrgico é frequentemente necessário, e a rapidez na intervenção pode determinar o prognóstico do paciente pediátrico.
A apendicite aguda em crianças tipicamente começa com dor periumbilical difusa que migra para a fossa ilíaca direita (FID), acompanhada de náuseas, vômitos e febre baixa. A dor à descompressão é um achado importante.
O sinal de 'dupla bolha' na radiografia abdominal de um recém-nascido é patognomônico de atresia duodenal, indicando dilatação do estômago e da primeira porção do duodeno devido à obstrução distal.
Os vômitos na estenose hipertrófica de piloro são tipicamente não biliosos, em jato e progressivos, ocorrendo após as mamadas em lactentes de 2 a 8 semanas. A presença de uma 'oliva pilórica' palpável é um sinal chave.
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