Abdome Agudo Obstrutivo: Diagnóstico e Manejo Inicial

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021

Enunciado

Um homem de 54 anos deu entrada na emergência do UDI Hospital com história de vômitos recorrentes e distensão abdominal acompanhada de dor difusa há 3 dias. Nega comorbidades e tem antecedente cirúrgico de apendicectomia há 5 anos. Ao exame físico, pulso 120bpm, pressão arterial 110 x 70 mmHg, abdome distendido, hipertimpânico, descompressão brusca positiva. Realizou raio-X de abdome agudo que mostrou empilhamento de moedas e níveis hidroaereos. Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F):(    ) A primeira hipótese diagnóstica é abdome agudo obstrutivo por brida. ( ) A primeira hipótese diagnóstica é tumor obstrutivo de cólon.(    ) O próximo exame imaginológico que pode ser realizado para elucidação do caso é tomografia computadorizada de abdome total, com contraste venoso e oral.(    ) Não se deve realizar nenhum outro exame de imagem e sim indicar laparotomia exploradora. ( ) Deve-ser tentar tratamento clínico nesse paciente a princípio.Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:

Alternativas

  1. A) F, V, V, F, F
  2. B) V, F, F, V, V
  3. C) F, V, V, F, V
  4. D) V, F, V, F, V
  5. E) F, V, F, F, F.

Pérola Clínica

Obstrução intestinal pós-cirúrgica por brida é comum; TC de abdome é chave para diagnóstico e tratamento inicial pode ser clínico.

Resumo-Chave

Em pacientes com cirurgia abdominal prévia e quadro de obstrução intestinal, a principal hipótese é brida aderencial. A tomografia computadorizada é fundamental para confirmar o diagnóstico, identificar o nível e a causa da obstrução, e avaliar sinais de isquemia. O tratamento inicial é frequentemente clínico, com descompressão e hidratação.

Contexto Educacional

O abdome agudo obstrutivo é uma das principais causas de emergência cirúrgica abdominal. Em pacientes com histórico de cirurgia abdominal prévia, como a apendicectomia mencionada, as bridas aderenciais são a causa mais comum de obstrução intestinal, respondendo por cerca de 60-70% dos casos. A importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico rápido e manejo adequado para prevenir complicações graves como isquemia e necrose intestinal. A fisiopatologia das bridas envolve a formação de aderências fibrosas após trauma cirúrgico, que podem aprisionar e torcer alças intestinais. O quadro clínico típico inclui dor abdominal tipo cólica, distensão, vômitos e parada de eliminação de gases e fezes. Ao exame físico, pode-se encontrar abdome distendido, hipertimpânico e, em casos avançados, sinais de irritação peritoneal. O raio-X de abdome agudo é o exame inicial, mostrando níveis hidroaéreos e empilhamento de moedas. A tomografia computadorizada de abdome total com contraste é o exame de escolha para confirmar a obstrução, localizar o ponto de transição, identificar a causa e avaliar a viabilidade intestinal. O tratamento inicial para obstrução por bridas sem sinais de isquemia ou estrangulamento é conservador, com jejum, hidratação venosa, descompressão gástrica por sonda nasogástrica e monitorização. A maioria dos casos resolve-se espontaneamente. A indicação cirúrgica é reservada para falha do tratamento conservador, sinais de isquemia, estrangulamento ou perfuração intestinal.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais radiológicos de obstrução intestinal no raio-X de abdome agudo?

Os sinais clássicos incluem níveis hidroaéreos em escada, empilhamento de moedas (alças dilatadas com pregas mucosas visíveis) e ausência de gás no cólon distal, indicando obstrução.

Quando a tomografia computadorizada é indicada no abdome agudo obstrutivo?

A TC é indicada para confirmar o diagnóstico, identificar a causa e o nível da obstrução, avaliar a presença de complicações como isquemia ou perfuração, e guiar a decisão entre tratamento clínico e cirúrgico.

Qual a conduta inicial para obstrução intestinal por bridas sem sinais de complicação?

A conduta inicial é geralmente conservadora, incluindo jejum, hidratação venosa, descompressão gástrica com sonda nasogástrica e analgesia. A maioria dos casos resolve-se espontaneamente.

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