SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021
Mulher, 56 anos de idade, apresenta dor abdominal em cólica há 72 horas, seguidas de náuseas, vômitos e obstipação. Há 06 horas, a dor tornou-se persistente, mais intensa, agora com vômito fétido de coloração acastanhada. Refere cirurgia por apendicite aguda complicada há 04 anos. Ao exame, está hipotensa, taquicardíaca, mucosas secas, pele úmida e pegajosa, com abdômen distendido, timpânico, ruídos hidroaéreos raros, principalmente no mesogástrio, com sinais de irritação peritoneal.Considerando a possibilidade de abdômen agudo, qual o diagnóstico sindrômico do quadro clínico?
Dor em cólica + vômitos + obstipação + cirurgia prévia → Abdome agudo obstrutivo.
O quadro clínico de dor abdominal em cólica, náuseas, vômitos (especialmente fecalóides) e obstipação, em paciente com cirurgia abdominal prévia, é altamente sugestivo de abdome agudo obstrutivo, geralmente por bridas ou aderências. Sinais de irritação peritoneal indicam complicação como isquemia ou perfuração.
O abdome agudo obstrutivo é uma emergência cirúrgica comum, caracterizada pela interrupção do trânsito intestinal. A etiologia mais frequente em adultos com história de cirurgia abdominal prévia são as aderências ou bridas, que podem estrangular o intestino. A apresentação clínica típica inclui dor abdominal em cólica, náuseas, vômitos (inicialmente biliosos, depois entéricos e, em fases avançadas, fecalóides) e obstipação. Ao exame físico, o abdome pode estar distendido e timpânico, com ruídos hidroaéreos inicialmente aumentados e metálicos, tornando-se raros ou ausentes em fases tardias. A presença de sinais de irritação peritoneal, como dor persistente e localizada, defesa e descompressão brusca dolorosa, indica uma complicação grave, como isquemia ou perfuração intestinal, que pode levar a sepse e choque. A hipotensão e taquicardia são sinais de desidratação e possível choque hipovolêmico ou séptico. O diagnóstico sindrômico é crucial para a conduta inicial. Embora as complicações possam levar a quadros isquêmicos, perfurativos ou infecciosos, a síndrome primária que desencadeia a cascata de eventos é a obstrutiva. O manejo inicial envolve estabilização hemodinâmica, descompressão gástrica e avaliação cirúrgica urgente.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal em cólica, náuseas, vômitos (que podem se tornar fecalóides em obstruções mais distais ou tardias) e obstipação (parada de eliminação de flatos e fezes). Distensão abdominal é um achado comum ao exame físico.
A cirurgia abdominal prévia, especialmente se complicada (como apendicite aguda complicada), é o principal fator de risco para o desenvolvimento de aderências ou bridas. Estas aderências podem causar obstrução intestinal anos após a cirurgia, sendo a causa mais comum de obstrução em adultos.
Sinais de irritação peritoneal (como dor persistente e intensa, defesa abdominal, descompressão brusca dolorosa) em um paciente com obstrução intestinal sugerem uma complicação grave, como isquemia intestinal, necrose ou perfuração, que requer intervenção cirúrgica de emergência.
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