UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Na evolução do Síndrome do Abdome Agudo não traumático, a presença de instabilidade hemodinâmica ou choque, ao exame físico, pode significar:
Instabilidade hemodinâmica em abdome agudo não traumático → suspeitar de perda sanguínea ou choque séptico grave.
A instabilidade hemodinâmica em um paciente com abdome agudo é um sinal de alarme que exige intervenção imediata. Perda sanguínea (hemorragia) é uma causa comum e grave, mas choque séptico por perfuração ou isquemia também deve ser considerado.
O abdome agudo não traumático representa um desafio diagnóstico e terapêutico, e a presença de instabilidade hemodinâmica ou choque é um sinal de extrema gravidade que exige atenção imediata. Essa condição indica uma falha na perfusão tecidual e pode ser um prenúncio de morbimortalidade significativa se não for prontamente abordada. A instabilidade hemodinâmica em um contexto de abdome agudo frequentemente aponta para condições que causam perda volêmica aguda, sendo a perda sanguínea (hemorragia) uma das mais críticas. Exemplos incluem ruptura de aneurisma de aorta abdominal, gravidez ectópica rota, sangramento de úlcera péptica ou divertículo. Além da hemorragia, o choque séptico, decorrente de perfurações de vísceras ocas, isquemia mesentérica ou pancreatite grave, também pode levar à instabilidade. A avaliação rápida, com foco na estabilização hemodinâmica (acessos venosos, fluidos, vasopressores se necessário) e na identificação da causa subjacente, é primordial. Exames como ultrassonografia FAST ou tomografia computadorizada podem ser cruciais para guiar a decisão por uma intervenção cirúrgica de emergência, que muitas vezes é a única forma de salvar a vida do paciente.
As principais causas incluem hemorragia (ex: gravidez ectópica rota, ruptura de aneurisma, sangramento gastrointestinal), choque séptico (ex: perfuração de víscera oca, pancreatite grave, isquemia mesentérica) e desidratação grave.
O choque hipovolêmico geralmente apresenta pulsos finos, extremidades frias e secas, e ausência de febre. O choque séptico pode ter febre, extremidades quentes (fase inicial), e sinais de infecção sistêmica, embora em fases avançadas também possa haver extremidades frias.
A conduta inicial é estabilização hemodinâmica com acesso venoso calibroso, reposição volêmica agressiva (cristaloides), monitorização de sinais vitais, coleta de exames laboratoriais urgentes e rápida investigação da causa (ex: ultrassom FAST, tomografia) para definir a necessidade de intervenção cirúrgica.
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