PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
Paciente de 40 anos, com história de diabetes melitus é admitido no pronto socorro com história de dor abdominal intensa, de início progressivo nas últimas horas, associado a náusea e evacuação com melena em pequena quantidade. Ao exame paciente com redução de ruídos hidro aéreos, dor importante em abdome a palpação profunda, com abdome levemente distendido, flácido, sem sinais de defesa abdominal. Afebril, taquicárdico e facies de sofrimento, vasos sublinguais murchos. Em relação a este caso, pode se afirmar:
Dor abdominal intensa + melena + DM + sinais de hipovolemia → Abdome agudo isquêmico = Angiotomografia.
A isquemia mesentérica aguda deve ser fortemente suspeitada em pacientes com dor abdominal intensa e desproporcional ao exame físico, especialmente na presença de fatores de risco como diabetes e sinais de sangramento gastrointestinal (melena); a angiotomografia é o exame padrão-ouro para o diagnóstico.
O abdome agudo isquêmico é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela interrupção do fluxo sanguíneo para o intestino, resultando em isquemia e necrose tecidual. A dor abdominal intensa e desproporcional aos achados do exame físico é um sinal clássico, e a presença de melena sugere comprometimento da mucosa intestinal. Fatores de risco como diabetes mellitus, aterosclerose e doenças cardíacas aumentam a probabilidade dessa condição. A apresentação clínica com dor progressiva, náuseas, melena, taquicardia e sinais de hipovolemia (vasos sublinguais murchos) em um paciente diabético de 40 anos aponta fortemente para isquemia mesentérica aguda. A ausência de sinais de defesa abdominal, apesar da dor intensa, é um achado comum na fase inicial da isquemia, antes da necrose transmural e peritonite. O diagnóstico precoce é crucial para a sobrevida do paciente. A angiotomografia abdominal é o método de imagem de escolha, pois permite avaliar a circulação mesentérica, identificar o local e a extensão da isquemia, e guiar a conduta terapêutica, que pode incluir revascularização cirúrgica ou endovascular. Atrasos no diagnóstico e tratamento podem levar a complicações graves como perfuração intestinal, sepse e falência de múltiplos órgãos.
Dor abdominal intensa e desproporcional ao exame físico, náuseas, vômitos, diarreia e, em casos avançados, sangramento gastrointestinal (melena).
O diabetes contribui para a aterosclerose e disfunção endotelial, aumentando o risco de oclusão dos vasos mesentéricos.
A angiotomografia abdominal é o exame de escolha, pois permite visualizar a circulação mesentérica e identificar oclusões ou estenoses vasculares.
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