HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024
Paciente de 35 anos, apresenta dor pélvica aguda após relação sexual, acompanhada de náuseas. Apresenta ciclos menstruais irregulares e não lembra a data da última menstruação. No exame – PA de 90 x 50mmHg, FC 129bpm, abdome doloroso à palpação, hipocorada. Teste de gravidez negativo. Na ultrassonografia transvaginal apresenta grande quantidade de líquido livre na cavidade abdominal com “Debris” e imagem complexa no anexo esquerdo com aspecto de favo de mel, medindo 6 x 6cm. Qual a melhor conduta?
Instabilidade hemodinâmica + dor pélvica aguda + líquido livre abdominal com debris → Suspeitar de hemorragia intra-abdominal grave → Indicação cirúrgica imediata.
A paciente apresenta sinais de choque hipovolêmico e hemorragia intra-abdominal (líquido livre com debris na USG), provavelmente de origem ginecológica (massa anexial). A instabilidade hemodinâmica exige intervenção cirúrgica imediata para controle do sangramento.
O quadro clínico apresentado descreve uma emergência ginecológica grave, caracterizada por dor pélvica aguda, instabilidade hemodinâmica (choque hipovolêmico) e evidência ultrassonográfica de hemorragia intra-abdominal (líquido livre com debris e massa anexial complexa). Embora o teste de gravidez seja negativo, a possibilidade de gravidez ectópica rota não pode ser completamente descartada, mas o mais provável, dada a imagem de 'favo de mel', é um cisto ovariano roto hemorrágico. A prioridade nesses casos é a estabilização hemodinâmica inicial (hidratação venosa) e, crucialmente, a interrupção da hemorragia. A presença de choque e sangramento ativo na cavidade abdominal indica a necessidade de intervenção cirúrgica imediata. Tanto a laparotomia quanto a videolaparoscopia são opções válidas, dependendo da experiência da equipe e da condição da paciente, com a laparotomia sendo preferível em casos de instabilidade extrema ou sangramento maciço. A demora na conduta cirúrgica pode levar a um agravamento do choque e desfechos fatais. Residentes devem ser capazes de reconhecer rapidamente os sinais de abdome agudo hemorrágico e indicar a intervenção cirúrgica de urgência, priorizando a vida da paciente.
Sinais de alerta incluem dor pélvica aguda intensa, instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia), palidez, sudorese, e achados ultrassonográficos como líquido livre na cavidade abdominal, especialmente com debris ou coágulos.
A instabilidade hemodinâmica e a suspeita de hemorragia intra-abdominal ativa e significativa exigem exploração cirúrgica para identificar a fonte do sangramento, controlar a hemorragia e remover tecidos danificados, salvando a vida da paciente.
Não completamente. Um teste de gravidez negativo pode ocorrer em casos de gravidez ectópica muito precoce ou em situações de falso negativo. Diante de um quadro clínico de abdome agudo hemorrágico, a suspeita de gravidez ectópica deve ser mantida até exclusão cirúrgica ou laboratorial definitiva.
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