HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
Sobre abdome agudo ginecológico e obstétrico assinale a INCORRETA:
Apendicite aguda é a complicação cirúrgica não obstétrica mais comum na gestação, não a colecistite.
A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico não obstétrico na gestação. Embora a colecistite aguda seja frequente, ela não supera a apendicite em incidência como complicação cirúrgica mais comum.
O abdome agudo ginecológico e obstétrico representa um desafio diagnóstico e terapêutico significativo, especialmente na gestação, devido às alterações fisiológicas que podem mascarar ou modificar a apresentação clínica das doenças. A rápida e precisa identificação da causa é crucial para garantir a segurança materna e fetal. As principais condições incluem apendicite aguda, colecistite aguda, torção ovariana, perfuração uterina e gravidez ectópica. A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico não obstétrico na gestação, embora sua localização possa variar com o crescimento uterino. A colecistite aguda é a segunda causa mais comum, e seu tratamento inicial é clínico com antibióticos, postergando a cirurgia para o terceiro trimestre ou puerpério, se possível. A torção ovariana deve ser considerada em pacientes com dor abdominal intensa e massas anexiais, necessitando de tratamento cirúrgico de urgência independentemente da ruptura do cisto. A perfuração uterina, muitas vezes associada a abortamentos provocados, é uma emergência que exige estabilização clínica e tratamento cirúrgico precoce. O diagnóstico diferencial é complexo e exige uma anamnese detalhada, exame físico cuidadoso e exames complementares como ultrassonografia, que é segura na gestação. A conduta deve sempre visar a estabilização hemodinâmica da paciente e a proteção fetal, com intervenção cirúrgica quando indicada, minimizando riscos. É fundamental que residentes e profissionais de saúde estejam aptos a reconhecer e manejar essas condições de forma eficaz.
A apendicite aguda é a complicação cirúrgica não obstétrica mais comum na gestação, ocorrendo em aproximadamente 1 a cada 1.500 gestações. Seu diagnóstico pode ser desafiador devido às alterações anatômicas e fisiológicas da gravidez.
Sinais de alerta para perfuração uterina incluem dor abdominal intensa, sangramento genital intenso precedido de amenorreia, secreção fétida, hipotensão e sinais de peritonite. A ultrassonografia de urgência é crucial para avaliar sangue na cavidade e restos ovulares.
A torção ovariana pode mimetizar a apendicite, apresentando dor abdominal intensa, náuseas e vômitos. A ultrassonografia com Doppler é fundamental para o diagnóstico, mostrando ovário aumentado e fluxo sanguíneo comprometido. A dor da torção ovariana é frequentemente mais súbita e intensa, e pode estar associada a massas anexiais.
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