UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2022
Paciente de 60 anos de idade, sexo masculino, procura o PA Adulto de Hospital Municipal com quadro há um dia de dor abdominal, localizada em flanco direito, intermitente, tipo cólica, forte intensidade, associada a náuseas, vômitos e febre não termometrada. O médico plantonista inicia o tratamento clínico com medicamentos sintomáticos, com pouca melhora, e faz a hipótese diagnóstica de abdome agudo. Qual a principal hipótese etiológica dessa dor abdominal?
Dor em flanco direito, cólica, náuseas, vômitos e febre em idoso → Colecistite aguda.
A dor abdominal aguda em idosos pode ter apresentações atípicas, mas a combinação de dor em flanco direito (que pode irradiar do quadrante superior direito), tipo cólica, associada a náuseas, vômitos e febre, é altamente sugestiva de colecistite aguda. É crucial considerar essa hipótese em pacientes com esse perfil, pois o diagnóstico precoce é fundamental para o manejo adequado.
O abdome agudo é uma condição clínica que exige raciocínio rápido e preciso para o diagnóstico e manejo adequados. A dor abdominal em flanco direito, especialmente em pacientes idosos, pode ter diversas etiologias, mas a combinação de dor tipo cólica, forte intensidade, associada a náuseas, vômitos e febre, é altamente sugestiva de colecistite aguda. A colecistite é a inflamação da vesícula biliar, geralmente causada por obstrução do ducto cístico por um cálculo biliar, levando a um processo inflamatório e, por vezes, infeccioso. O diagnóstico diferencial da dor em flanco direito inclui condições como litíase renal, pielonefrite, apendicite retrocecal, diverticulite (especialmente em cólon ascendente), abscesso de psoas e abscesso hepático. No entanto, a apresentação clínica descrita – dor cólica intensa, náuseas, vômitos e febre – é muito característica da colecistite. A dor da colecistite é tipicamente no quadrante superior direito, mas pode irradiar para o flanco, dorso ou ombro direito. O tratamento inicial do abdome agudo com medicamentos sintomáticos pode aliviar temporariamente, mas a persistência dos sintomas e a suspeita de um quadro inflamatório/infeccioso exigem investigação complementar (exames laboratoriais, ultrassonografia abdominal) e, muitas vezes, intervenção cirúrgica. A identificação precoce da colecistite é crucial para evitar complicações como perfuração da vesícula, peritonite ou sepse, que são particularmente perigosas em idosos.
A colecistite aguda tipicamente se manifesta com dor intensa e persistente no quadrante superior direito do abdome, que pode irradiar para o ombro direito ou flanco. É frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos, febre e, por vezes, icterícia leve.
A dor da colecistite é geralmente mais constante, embora possa ter um componente cólico inicial, e está associada a sinais inflamatórios sistêmicos (febre, leucocitose). Diferencia-se de cólica renal pela irradiação e ausência de disúria ou hematúria, e de apendicite por sua localização mais superior e lateral.
A presença de febre e vômitos, juntamente com a dor em flanco direito, sugere um processo inflamatório ou infeccioso. Em um paciente idoso, essa tríade é um forte indicativo de colecistite aguda, que requer avaliação e tratamento urgentes.
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