Abdome Agudo: Diagnóstico e Manejo de Condições Comuns

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2015

Enunciado

Em relação ao diagnóstico e tratamento do abdome agudo está INCORRETO:

Alternativas

  1. A) A ultrassonografia tem grande acurácia nas patologias da vesícula biliar.
  2. B) A radiografia simples identifica aproximadamente 5% dos apendicolitos, 10% das colelitíases e 90% das nefrolitíases.
  3. C) O volvo do cólon sigmoide costuma ter imagem típica na raidografia simples, sendo o tratamento a cirurgia de emergência.
  4. D) Síndrome de Ogilvie é a obstrução funcional do cólon, cujo tratamento medicamentoso é o neostigmine.
  5. E) Devido à frequência e ao mimetismo, a apendicite aguda faz parte do diagnóstico diferencial de quase todo o abdômen agudo.

Pérola Clínica

Volvo de sigmoide → imagem típica na RX, mas tratamento inicial é descompressão endoscópica, não cirurgia de emergência.

Resumo-Chave

O volvo de cólon sigmoide, embora tenha uma imagem radiográfica característica ("grão de café" ou "U invertido"), não tem a cirurgia de emergência como tratamento inicial na maioria dos casos. A descompressão endoscópica (colonoscopia) é a primeira linha para desvolvular, reservando a cirurgia para falha ou sinais de complicação.

Contexto Educacional

O abdome agudo representa um desafio diagnóstico e terapêutico na prática médica, exigindo raciocínio clínico rápido e preciso. É uma síndrome caracterizada por dor abdominal de início súbito, que pode indicar uma condição cirúrgica ou clínica grave. A etiologia é vasta, abrangendo desde processos inflamatórios e infecciosos até obstrutivos e vasculares. A correta interpretação dos exames complementares é crucial para guiar a conduta, evitando atrasos que possam comprometer o prognóstico do paciente. A radiografia simples de abdome, embora de baixo custo e amplamente disponível, possui limitações significativas. Sua acurácia varia conforme a patologia: é altamente sensível para nefrolitíases calcificadas, mas pouco para apendicolitos e colelitíases. A ultrassonografia, por sua vez, destaca-se pela alta acurácia em patologias biliares e apendicite. Condições como o volvo de sigmoide apresentam imagens radiográficas típicas, como o 'grão de café', que auxiliam no diagnóstico, mas o manejo inicial nem sempre é cirúrgico. O tratamento do abdome agudo depende da causa subjacente. No caso do volvo de sigmoide, a descompressão endoscópica é a abordagem inicial preferencial, reservando a cirurgia para casos de falha ou complicações como isquemia ou perfuração. A Síndrome de Ogilvie, uma pseudo-obstrução, pode ser tratada clinicamente com neostigmina. A apendicite aguda, devido à sua alta frequência e mimetismo, deve ser sempre considerada no diagnóstico diferencial. O manejo adequado exige a combinação de anamnese detalhada, exame físico minucioso e exames complementares bem indicados.

Perguntas Frequentes

Quais exames de imagem são úteis no diagnóstico do abdome agudo e suas limitações?

A ultrassonografia é excelente para vesícula biliar e apêndice. A radiografia simples pode identificar nefrolitíases (90%), mas é menos sensível para apendicolitos (5%) e colelitíases (10%). A TC é o padrão ouro para muitas causas de abdome agudo.

Qual o tratamento inicial para o volvo de cólon sigmoide?

O tratamento inicial para o volvo de cólon sigmoide, na ausência de sinais de isquemia ou perfuração, é a descompressão endoscópica (colonoscopia). A cirurgia de emergência é reservada para falha da descompressão ou complicações.

O que é a Síndrome de Ogilvie e como é tratada?

A Síndrome de Ogilvie é uma pseudo-obstrução colônica aguda, caracterizada por dilatação maciça do cólon sem obstrução mecânica. O tratamento medicamentoso de primeira linha é a neostigmina, um inibidor da acetilcolinesterase, que estimula a motilidade colônica.

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