CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020
Menor de 12 anos, estudante, masculino, pardo, procurou atendimento médico por queixa de dor abdominal iniciada há cerca de 12 dias. Relatava durante o período episódios de diarreia, náuseas e vômitos. O exame físico demonstrava dor, sinais de desidratação e febre (38°C). O exame abdominal tinha peristalse débil, tenso, doloroso à palpação superficial e profunda com sinais de peritonite difusa e presença de massa palpável em fossa ilíaca direita. Demais aparelhos e sistemas sem alterações. Qual seria a melhor conduta nesse paciente?
Criança com dor abdominal > 10 dias, febre, peritonite difusa e massa FID → Laparotomia exploradora.
O quadro clínico de dor abdominal prolongada, febre, sinais de desidratação, peritonite difusa e massa palpável em fossa ilíaca direita em uma criança é altamente sugestivo de apendicite aguda complicada, provavelmente perfurada com formação de plastrão ou abscesso. Nesses casos, a indicação é de laparotomia exploradora para diagnóstico e tratamento definitivo.
O abdome agudo em pediatria é um desafio diagnóstico e terapêutico, exigindo alta suspeição clínica. A apendicite aguda é a causa mais comum de abdome agudo cirúrgico em crianças, e sua apresentação pode ser atípica, especialmente em quadros complicados. A história de dor abdominal prolongada, associada a sintomas gastrointestinais e febre, deve alertar para a possibilidade de um processo inflamatório avançado, como uma apendicite perfurada. O exame físico é crucial para a avaliação do abdome agudo pediátrico. Sinais de desidratação, febre e, principalmente, achados abdominais como dor à palpação, defesa, descompressão dolorosa (sinais de peritonite) e a presença de uma massa palpável em fossa ilíaca direita são indicativos de um quadro grave. A peristalse débil sugere íleo paralítico, comum em peritonites. A massa em fossa ilíaca direita pode representar um plastrão apendicular ou um abscesso. Diante de um quadro clínico tão sugestivo de abdome agudo cirúrgico complicado, a laparotomia exploradora é a conduta mais apropriada e precoce. A tentativa de tratamento clínico ou a espera por exames de imagem extensivos pode atrasar o tratamento definitivo, aumentando a morbimortalidade. A cirurgia permite a confirmação diagnóstica, a drenagem de coleções e a resolução da causa da peritonite, sendo vital para a recuperação do paciente.
Sinais de urgência cirúrgica em dor abdominal pediátrica incluem febre alta, sinais de desidratação, peritonite difusa (dor à descompressão, defesa abdominal), peristalse débil, e a presença de massa palpável, especialmente em fossa ilíaca direita, sugerindo apendicite complicada.
A laparotomia exploradora é a melhor conduta porque o paciente apresenta um quadro de abdome agudo cirúrgico com sinais de peritonite difusa e massa palpável, indicando uma complicação grave, como apendicite perfurada com abscesso ou plastrão. A cirurgia permite o diagnóstico definitivo, drenagem de abscessos e tratamento da causa subjacente.
As complicações de uma apendicite aguda não tratada em crianças incluem perfuração apendicular, formação de abscesso periapendicular, peritonite difusa, sepse e, em casos graves, óbito. O atraso no diagnóstico e tratamento aumenta significativamente o risco dessas complicações.
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