HPM - Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais — Prova 2020
Acerca das principais causas e respectivos sinais clínicos de abdome agudo cirúrgico, relacione a segunda coluna de acordo com a primeira:COLUNA 1(1) Sinal de Grey Turner. (2) Dor causada pela inspiração e aplicando pressão ao abdome superior direito. (3) Dor no ponto de McBurney quando comprimindo o abdome inferior esquerdo. (4) Tríade de Charcot. (5) Dor extrema abdominal e pélvica inferiores com movimento do colo do útero. COLUNA 2( ) Apendicite aguda. ( ) Colecistite. ( ) Colangite. ( ) Pancreatite aguda. ( ) Doença Inflamatória Pélvica. Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de respostas, na ordem de cima para baixo.
Abdome agudo: Grey Turner (pancreatite), Murphy (colecistite), Rovsing (apendicite), Charcot (colangite), Dor colo (DIP).
A questão aborda sinais clássicos do exame físico e síndromes clínicas associadas a diferentes causas de abdome agudo cirúrgico. Reconhecer esses sinais é fundamental para o diagnóstico diferencial rápido e a conduta adequada, especialmente em emergências. O Sinal de Rovsing (dor em McBurney à compressão do QIE) é clássico da apendicite, assim como a dor à mobilização do colo na DIP.
O abdome agudo cirúrgico é uma condição de emergência que se manifesta por dor abdominal de início súbito, exigindo diagnóstico e tratamento rápidos para evitar complicações graves. A etiologia é variada, incluindo apendicite, colecistite, pancreatite, colangite e doença inflamatória pélvica (DIP), entre outras. O exame físico detalhado é fundamental para a diferenciação e direcionamento da conduta. Sinais específicos são cruciais para o diagnóstico. O Sinal de Grey Turner (equimose nos flancos) e o Sinal de Cullen (equimose periumbilical) são indicativos de pancreatite aguda grave, sugerindo hemorragia retroperitoneal. A dor à inspiração profunda com pressão no abdome superior direito é o Sinal de Murphy, característico da colecistite aguda. A Tríade de Charcot (dor no QSD, febre e icterícia) aponta para colangite aguda. Para apendicite, a dor no ponto de McBurney é clássica, e o Sinal de Rovsing (dor em McBurney ao comprimir o quadrante inferior esquerdo) é um achado importante. Na Doença Inflamatória Pélvica (DIP), a dor extrema abdominal e pélvica inferiores com a mobilização do colo do útero é um sinal patognomônico. O domínio desses sinais permite ao residente uma abordagem diagnóstica mais precisa e um manejo terapêutico mais eficaz.
Os sinais clássicos da apendicite aguda incluem dor no ponto de McBurney, Sinal de Rovsing (dor em McBurney à compressão do quadrante inferior esquerdo), Sinal do Psoas, Sinal do Obturador e Blumberg (descompressão brusca dolorosa).
A Tríade de Charcot consiste em dor no quadrante superior direito, febre com calafrios e icterícia. É um conjunto de sintomas clássicos da colangite aguda, indicando uma infecção biliar ascendente e a necessidade de intervenção urgente.
A dor pélvica na Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é tipicamente bilateral e associada a dor extrema abdominal e pélvica inferiores com a mobilização do colo do útero (sinal de Chadwick ou dor à mobilização do colo), além de febre e corrimento vaginal. Isso a diferencia de apendicite ou cisto ovariano torcido, que geralmente causam dor unilateral.
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