UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Homem, 44 anos de idade, vem ao pronto-socorro com história de 4 dias de dor abdominal, com piora abrupta há 1 dia. Relata previamente presença de raias de sangue nas fezes, há 2 meses, e perda ponderal de 6 kg, nos últimos 3 meses. Ao exame, apresentava-se em regular estado geral, descorado, FC: 115 bpm, PA: 105×70 mmHg. Abdome globoso e pouco distendido, ruídos hidroaéreos reduzidos difusamente e dor à palpação superficial e profunda. Tomografia de abdome ilustrada a seguir.sAssinale a alternativa que apresenta, corretamente, a próxima conduta para esse caso.
Dor abdominal aguda + sinais sistêmicos + história de alarme (perda peso, sangramento) + TC sugestiva → Laparotomia exploradora.
O quadro clínico de dor abdominal aguda com piora abrupta, sinais de instabilidade hemodinâmica (taquicardia, hipotensão), histórico de perda ponderal e sangramento retal, e achados tomográficos sugestivos de complicação (perfuração, obstrução grave) indicam um abdome agudo cirúrgico, sendo a laparotomia exploradora a conduta mais adequada.
O abdome agudo representa uma das principais emergências médicas, exigindo raciocínio clínico rápido e preciso. A dor abdominal aguda, especialmente quando associada a sinais sistêmicos de gravidade e instabilidade hemodinâmica, deve levantar a suspeita de um quadro cirúrgico. A história de perda ponderal e sangramento nas fezes em um paciente de meia-idade sugere uma patologia crônica subjacente, como uma neoplasia colorretal, que pode ter se complicado agudamente. A piora abrupta da dor, a taquicardia e a hipotensão são indicativos de um processo inflamatório ou infeccioso grave, possivelmente com perfuração de víscera oca ou isquemia, levando a peritonite e choque. A tomografia de abdome, embora não detalhada no enunciado, é crucial para confirmar a presença de perfuração, obstrução ou outras complicações que demandem intervenção cirúrgica imediata. Diante de um quadro de abdome agudo com sinais de peritonite e instabilidade hemodinâmica, a laparotomia exploradora é a conduta de escolha. Procedimentos menos invasivos como colonoscopia ou arteriografia, ou tratamento clínico empírico, seriam inadequados e perigosos, pois atrasariam a resolução da causa subjacente e aumentariam a morbimortalidade. Residentes devem estar aptos a identificar rapidamente esses sinais de alarme e indicar a intervenção cirúrgica apropriada.
Sinais de abdome agudo cirúrgico incluem dor abdominal intensa e progressiva, sinais de peritonite (dor à descompressão, defesa), instabilidade hemodinâmica (taquicardia, hipotensão), febre, distensão abdominal e alterações nos ruídos hidroaéreos.
A laparotomia exploradora é indicada em casos de abdome agudo com sinais de perfuração de víscera oca, obstrução intestinal completa, isquemia mesentérica, sangramento intra-abdominal incontrolável ou quando há forte suspeita de malignidade complicada com instabilidade clínica.
A história clínica é fundamental, pois dados como perda ponderal inexplicada, sangramento gastrointestinal prévio ou alterações do hábito intestinal podem sugerir uma etiologia subjacente grave, como neoplasia colorretal, que se complicou agudamente.
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