PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
O abdome aberto (AA), previamente chamado de peritoneostomia, é uma técnica de transição para o tratamento definitivo compreendida por manutenção intencional da cavidade abdominal aberta após a primeira abordagem cirúrgica e entre as demais reintervenções. Observe as seguintes afirmativas sobre os cuidados com pacientes em abdome aberto. I. Estima-se que a cada litro de solução extravasado para a cavidade abdominal, 2g de proteína são perdidos. II. O abdome aberto contraindica a via enteral para a dieta. III. O uso da albumina 20% é uma opção para conseguir negativar o balanço hídrico do paciente de maneira mais ágil e com menos volume infundido. IV. A sedoanalgesia é semelhante à de outros doentes críticos, visando um RASS (Richmond Agitation-Sedation Scale) entre -2 e 0, que além de funcionar como meio de tranquilizar o paciente, ajuda a evitar acidentes, como movimentações bruscas por dor ou delírio hiperativo que aumentam a PIA, levando ao deslocamento do curativo e à possível evisceração.
Abdome aberto → Perda proteica (2g/L) + Sedação alvo RASS -2 a 0 + Albumina para balanço negativo.
O manejo do abdome aberto foca no controle da pressão intra-abdominal, reposição de perdas proteicas significativas e manutenção da estabilidade da parede abdominal para evitar evisceração.
O abdome aberto (peritoneostomia) é uma técnica cirúrgica vital para o controle de danos em traumas graves, sepse abdominal ou síndrome compartimental abdominal. No entanto, impõe desafios metabólicos e fisiológicos únicos ao intensivista e ao cirurgião. A perda de fluidos ricos em proteínas exige monitorização rigorosa e reposição volêmica e nutricional agressiva. O uso de albumina a 20% pode ser uma estratégia adjuvante para otimizar a pressão oncótica e facilitar a obtenção de um balanço hídrico negativo, essencial para reduzir o edema de alças e facilitar o fechamento aponeurótico posterior. A sedação adequada é o pilar para prevenir complicações mecânicas e garantir o conforto do paciente crítico.
Estudos indicam que a perda proteica pelo fluido abdominal é substancial, estimando-se cerca de 2 gramas de proteína para cada litro de solução extravasada ou aspirada da cavidade abdominal aberta.
Sim, o abdome aberto por si só não contraindica a via enteral. Na verdade, a nutrição enteral precoce é encorajada sempre que houver estabilidade hemodinâmica e integridade do trato gastrointestinal, visando manter a barreira mucosa.
A meta de sedoanalgesia geralmente visa um RASS entre -2 e 0. Isso garante que o paciente esteja calmo e colaborativo, evitando aumentos súbitos da pressão intra-abdominal por dor ou agitação, que poderiam deslocar o curativo.
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