FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Em qual das condições o ácido acetilsalisílico é mais bem indicado para a profilaxia de doença cardiovascular, tendo por base protocolos de alto rigor metodológico?
AAS para profilaxia cardiovascular: indicado principalmente em prevenção secundária (ex: IAM prévio).
O ácido acetilsalicílico (AAS) é mais bem indicado para profilaxia de doença cardiovascular em pacientes com doença aterosclerótica estabelecida, como aqueles com histórico de infarto agudo do miocárdio (prevenção secundária), onde o benefício supera claramente o risco de sangramento.
O ácido acetilsalicílico (AAS) é um agente antiplaquetário amplamente utilizado na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares. Sua ação antiplaquetária ocorre pela inibição irreversível da ciclooxigenase-1 (COX-1), reduzindo a produção de tromboxano A2, um potente agregador plaquetário e vasoconstritor. Essa propriedade o torna eficaz na prevenção da formação de trombos arteriais. As indicações para o uso de AAS na profilaxia cardiovascular são divididas em prevenção primária e secundária. Na prevenção secundária, para pacientes com doença aterosclerótica estabelecida (ex: histórico de IAM, AVC isquêmico, angina estável, doença arterial periférica), o benefício do AAS em reduzir eventos isquêmicos recorrentes é bem estabelecido e supera os riscos de sangramento. Por isso, é uma terapia padrão. Na prevenção primária, para pacientes sem doença cardiovascular prévia, a decisão é mais complexa. Embora o AAS possa reduzir o risco de eventos cardiovasculares, ele também aumenta o risco de sangramentos graves. As diretrizes atuais recomendam o uso de AAS para prevenção primária apenas em pacientes selecionados com alto risco cardiovascular e baixo risco de sangramento, após uma discussão individualizada sobre riscos e benefícios. Fatores como idade, comorbidades (diabetes, hipertensão), tabagismo e histórico familiar são considerados, mas a presença de um evento prévio é o fator mais forte para a indicação.
A principal indicação do AAS para profilaxia de doença cardiovascular é a prevenção secundária, ou seja, em pacientes que já tiveram um evento cardiovascular aterosclerótico, como infarto agudo do miocárdio, AVC isquêmico ou doença arterial periférica. Nesses casos, o benefício de prevenir novos eventos é claro.
O AAS geralmente não é recomendado para prevenção primária em pacientes de baixo ou risco intermediário de doença cardiovascular, devido ao risco de sangramento (gastrointestinal e intracraniano) superar os benefícios. A decisão para prevenção primária deve ser individualizada, considerando o risco de sangramento e o risco cardiovascular global do paciente.
Os principais riscos associados ao uso de AAS incluem sangramento gastrointestinal (dispepsia, úlcera péptica, hemorragia digestiva), sangramento intracraniano (AVC hemorrágico) e, menos comumente, reações de hipersensibilidade e asma induzida por AAS. Esses riscos devem ser cuidadosamente ponderados contra os benefícios.
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