HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2020
Estudos sugerem que a terapia com AAS pode estar associada a uma diminuição do AVC entre mulheres diabéticas. Dos itens abaixo, qual apresenta erro?
AAS em prevenção primária de DCV em alto risco é controverso; decisão deve ser individualizada, não coletiva.
A indicação de AAS para prevenção primária de Doença Cardiovascular (DCV) em pacientes de alto risco é complexa e deve ser individualizada, pesando o benefício na redução de eventos isquêmicos contra o risco de sangramento. Não há um consenso universal para todos os pacientes de alto risco, e a decisão não é 'coletiva', mas sim baseada na avaliação clínica de cada indivíduo.
O uso do ácido acetilsalicílico (AAS) na prevenção de doenças cardiovasculares (DCV) é um tópico de grande relevância e constante debate na medicina, especialmente no contexto da prevenção primária. Enquanto seu benefício na prevenção secundária (em pacientes que já tiveram um evento cardiovascular) é inquestionável, sua indicação na prevenção primária, mesmo em pacientes de alto risco, é mais complexa e deve ser cuidadosamente avaliada. Estudos têm demonstrado que o AAS pode reduzir o risco de infarto agudo do miocárdio em homens diabéticos e o risco de AVC em mulheres diabéticas. No entanto, o benefício na prevenção primária é frequentemente acompanhado por um aumento no risco de sangramentos, principalmente gastrointestinais e intracranianos. A relação risco-benefício varia entre os indivíduos e é influenciada por fatores como idade, comorbidades e outros medicamentos em uso. A alternativa que apresenta erro é a que sugere que a decisão sobre o tratamento com AAS para prevenção primária em pacientes de alto risco deveria ser feita 'coletivamente'. Na verdade, as diretrizes atuais enfatizam a necessidade de uma decisão individualizada, baseada na avaliação do risco cardiovascular global do paciente, seu risco de sangramento e uma discussão compartilhada com o paciente sobre os potenciais benefícios e riscos. Doses baixas de AAS (75-100 mg/dia) são geralmente preferidas quando indicadas, pois mantêm a eficácia antiplaquetária com menor risco de efeitos adversos.
O AAS é claramente indicado para prevenção secundária em pacientes com doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida (IAM prévio, AVC isquêmico, doença arterial periférica), onde o benefício supera amplamente o risco de sangramento.
O principal risco é o sangramento, especialmente gastrointestinal e intracraniano, que pode ser grave. Este risco é um fator limitante para o uso generalizado em prevenção primária.
A decisão deve ser individualizada, considerando o risco cardiovascular global do paciente, o risco de sangramento (avaliado por escores específicos) e as preferências do paciente, após discussão dos potenciais benefícios e riscos.
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