Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2025
Paciente masculino, 71 anos de idade, dá entrada no bloco cirúrgico para tireoidectomia parcial por bócio. A equipe de enfermagem refere que o paciente relatou uso de AAS 100 mg 1x ao dia, fato não relatado previamente ao cirurgião. Assinale, dentre as alternativas abaixo, a conduta a ser seguida pela equipe cirúrgica:
AAS 100mg pré-cirurgia de baixo risco (tireoidectomia) → prosseguir com hemostasia rigorosa.
Em cirurgias de baixo risco de sangramento (como tireoidectomia) ou quando o risco trombótico do paciente é alto, a suspensão do AAS pode ser mais prejudicial do que mantê-lo. A conduta atual favorece a manutenção do AAS em doses baixas e a realização da cirurgia com hemostasia cuidadosa.
A decisão de manter ou suspender o ácido acetilsalicílico (AAS) no período pré-operatório é um dilema comum na prática cirúrgica, exigindo um balanço cuidadoso entre o risco de sangramento e o risco trombótico do paciente. O AAS, um antiagregante plaquetário, inibe a ciclooxigenase-1 (COX-1) e, consequentemente, a produção de tromboxano A2, prolongando o tempo de sangramento. Para cirurgias com baixo risco de sangramento (como tireoidectomia, cirurgia de catarata, procedimentos dermatológicos menores) e em pacientes com alto risco de eventos trombóticos (ex: doença coronariana recente, stents), a tendência atual é manter o AAS em doses baixas (75-100 mg/dia). A suspensão pode aumentar significativamente o risco de infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral. Nesses casos, a estratégia mais segura é prosseguir com a cirurgia, adotando uma hemostasia cirúrgica rigorosa e cuidadosa. Transfusões de plasma fresco ou plaquetas não são indicadas profilaticamente para reverter o efeito do AAS, a menos que haja sangramento excessivo e refratário. A suspensão por 7 a 10 dias é geralmente recomendada para cirurgias com alto risco de sangramento.
O AAS deve ser suspenso 7 a 10 dias antes de cirurgias com alto risco de sangramento. Para cirurgias de baixo risco ou em pacientes com alto risco trombótico, a manutenção do AAS em doses baixas é frequentemente recomendada.
Em cirurgias de baixo risco de sangramento, o risco de sangramento clinicamente significativo ao manter o AAS é geralmente baixo e superado pelo risco de eventos trombóticos se a medicação for suspensa, especialmente em pacientes com indicação cardiovascular.
Cirurgias de baixo risco de sangramento, como tireoidectomia, cirurgia de catarata, procedimentos dermatológicos menores e endoscopias diagnósticas, frequentemente permitem a manutenção do AAS, especialmente quando o risco trombótico do paciente é elevado.
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