PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Em 2024, Curitiba passou por um surto de Hepatite A, com um aumento expressivo no número de casos. Autoridades de saúde emitiram alertas e reforçaram medidas de prevenção e controle. Vários fatores foram discutidos como possíveis causas da disseminação do vírus:
Surto Hepatite A Curitiba (2024) → Transmissão sexual (HSH) predominante sobre via fecal-oral.
Mudanças epidemiológicas recentes mostram surtos de Hepatite A em áreas urbanas associados a práticas sexuais, exigindo vigilância em populações adultas não vacinadas.
A Hepatite A é causada por um vírus RNA (HAV) de transmissão primária fecal-oral. Com a melhoria do saneamento básico, criou-se uma 'coorte de suscetíveis' composta por adultos que não tiveram contato com o vírus na infância nem foram vacinados (a vacina entrou no PNI apenas em 2014). Isso propicia surtos em adultos quando o vírus é introduzido em redes sociais com práticas de risco, como o contato oro-anal. O diagnóstico é sorológico (Anti-HAV IgM positivo) e o tratamento é de suporte, com monitorização rigorosa da função hepática.
O surto de Hepatite A em Curitiba em 2024 foi caracterizado por um aumento atípico de casos em adultos jovens, predominantemente do sexo masculino. Diferente dos surtos clássicos ligados a enchentes ou alimentos, a investigação epidemiológica identificou a transmissão sexual (contato oro-anal) como o principal driver da disseminação, especialmente entre homens que fazem sexo com homens (HSH). Esse padrão reflete o que já foi observado em outras metrópoles mundiais e brasileiras nos últimos anos.
Diferente das crianças, que frequentemente apresentam quadros assintomáticos ou anictéricos, os adultos infectados pelo vírus da Hepatite A (HAV) costumam desenvolver sintomas clínicos exuberantes, como icterícia, colúria, acolia fecal, náuseas e fadiga intensa. Embora a maioria dos casos seja autolimitada, o risco de Hepatite Fulminante aumenta com a idade e em pacientes com hepatopatias crônicas pré-existentes, podendo levar à necessidade de transplante hepático de urgência.
As medidas incluem o reforço da higiene pessoal e sanitária, mas, no contexto de transmissão sexual, a vacinação é a estratégia mais eficaz. O Ministério da Saúde recomenda a vacinação de bloqueio para contatos próximos e a imunização de grupos de risco. Em Curitiba, as ações focaram na busca ativa de casos, orientação sobre práticas sexuais seguras e ampliação da oferta vacinal para as populações mais afetadas pelo perfil epidemiológico do surto.
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