Surto de Hepatite A em Curitiba: Transmissão e Prevenção

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025

Enunciado

Em 2024, Curitiba passou por um surto de Hepatite A, com um aumento expressivo no número de casos. Autoridades de saúde emitiram alertas e reforçaram medidas de prevenção e controle. Vários fatores foram discutidos como possíveis causas da disseminação do vírus:

Alternativas

  1. A) A Hepatite A fulminante é extremamente rara em adultos, com mortalidade praticamente nula.
  2. B) O surto de Hepatite A em Curitiba, em 2024, foi causado principalmente pelas enchentes e chuvas excessivas que ocorreram no início do ano aumentando o contato com águas contaminadas.
  3. C) A principal população afetada pelo surto de Hepatite A foi de crianças, devido à baixa cobertura vacinal.
  4. D) Durante o surto de Hepatite A, em Curitiba, em 2024, a maioria dos casos foi associada à transmissão sexual.
  5. E) A transmissão da Hepatite A em Curitiba ocorreu principalmente por meio da transmissão respiratória em ambientes fechados.

Pérola Clínica

Surto Hepatite A Curitiba (2024) → Transmissão sexual (HSH) predominante sobre via fecal-oral.

Resumo-Chave

Mudanças epidemiológicas recentes mostram surtos de Hepatite A em áreas urbanas associados a práticas sexuais, exigindo vigilância em populações adultas não vacinadas.

Contexto Educacional

A Hepatite A é causada por um vírus RNA (HAV) de transmissão primária fecal-oral. Com a melhoria do saneamento básico, criou-se uma 'coorte de suscetíveis' composta por adultos que não tiveram contato com o vírus na infância nem foram vacinados (a vacina entrou no PNI apenas em 2014). Isso propicia surtos em adultos quando o vírus é introduzido em redes sociais com práticas de risco, como o contato oro-anal. O diagnóstico é sorológico (Anti-HAV IgM positivo) e o tratamento é de suporte, com monitorização rigorosa da função hepática.

Perguntas Frequentes

Como ocorreu o surto de Hepatite A em Curitiba em 2024?

O surto de Hepatite A em Curitiba em 2024 foi caracterizado por um aumento atípico de casos em adultos jovens, predominantemente do sexo masculino. Diferente dos surtos clássicos ligados a enchentes ou alimentos, a investigação epidemiológica identificou a transmissão sexual (contato oro-anal) como o principal driver da disseminação, especialmente entre homens que fazem sexo com homens (HSH). Esse padrão reflete o que já foi observado em outras metrópoles mundiais e brasileiras nos últimos anos.

Qual a gravidade da Hepatite A em adultos?

Diferente das crianças, que frequentemente apresentam quadros assintomáticos ou anictéricos, os adultos infectados pelo vírus da Hepatite A (HAV) costumam desenvolver sintomas clínicos exuberantes, como icterícia, colúria, acolia fecal, náuseas e fadiga intensa. Embora a maioria dos casos seja autolimitada, o risco de Hepatite Fulminante aumenta com a idade e em pacientes com hepatopatias crônicas pré-existentes, podendo levar à necessidade de transplante hepático de urgência.

Quais as medidas de controle para surtos de Hepatite A?

As medidas incluem o reforço da higiene pessoal e sanitária, mas, no contexto de transmissão sexual, a vacinação é a estratégia mais eficaz. O Ministério da Saúde recomenda a vacinação de bloqueio para contatos próximos e a imunização de grupos de risco. Em Curitiba, as ações focaram na busca ativa de casos, orientação sobre práticas sexuais seguras e ampliação da oferta vacinal para as populações mais afetadas pelo perfil epidemiológico do surto.

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