AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
Em 2019, foram confirmados 6640 casos de sarampo no Brasil. O Ministério da Saúde (MS) tem atuado, junto aos estados e municípios, no enfrentamento do surto de sarampo. Visando interromper a transmissão do vírus, reduzir as internações e óbitos, a vacinação deve ser priorizada e adotada. Assinale a alternativa correta quanto ao esquema vacinal e as ações de bloqueio recomendado pelo MS:
Bloqueio vacinal sarampo: vacinar contatos em até 72h, mesmo com comprovação vacinal prévia.
Em situações de surto de sarampo, o Ministério da Saúde recomenda o bloqueio vacinal, que consiste na vacinação de todos os contatos de um caso suspeito ou confirmado em até 72 horas. Esta medida é crucial para conter a transmissão e, nesse contexto, a revacinação é indicada mesmo para aqueles com esquema vacinal completo, devido à urgência e ao alto poder de transmissão do vírus.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, com potencial para causar surtos e complicações graves, incluindo óbitos. Diante de um cenário de surto, como o ocorrido no Brasil em 2019, o Ministério da Saúde (MS) estabelece diretrizes rigorosas para a vacinação e as ações de bloqueio, visando conter a disseminação do vírus e proteger a população. O esquema vacinal de rotina para o sarampo no Brasil inclui a primeira dose da vacina tríplice viral (SCR) aos 12 meses de idade e a segunda dose (SCR ou SCRV) aos 15 meses. Em situações de surto, o MS pode recomendar a 'dose zero' para crianças entre 6 e 11 meses de idade. É crucial entender que essa dose extra não substitui as doses de rotina e a criança deverá seguir o calendário normal posteriormente. As ações de bloqueio vacinal são estratégias emergenciais para interromper a cadeia de transmissão. A principal recomendação é vacinar todos os contatos de um caso suspeito ou confirmado de sarampo em até 72 horas após a exposição. Este bloqueio é tão crítico que a vacinação é indicada mesmo para indivíduos com comprovação vacinal prévia, pois a urgência em criar uma barreira imunológica supera a necessidade de evitar uma revacinação. A identificação e monitoramento dos contatos são parte essencial da vigilância epidemiológica, mas a vacinação imediata é a medida mais eficaz para o controle do surto.
O Ministério da Saúde recomenda que, durante o bloqueio vacinal, todos os contatos de um caso suspeito ou confirmado de sarampo sejam vacinados em até 72 horas após a exposição. A revacinação é indicada mesmo para aqueles com comprovação vacinal prévia.
Não, a 'dose zero' da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) administrada entre 6 e 11 meses de idade em situações de surto não é considerada válida para o Calendário Nacional de Vacinação. A criança ainda precisará receber as doses de rotina aos 12 e 15 meses de idade.
Os principais objetivos das ações de bloqueio vacinal são interromper a transmissão do vírus do sarampo, reduzir o número de novos casos, diminuir as internações e óbitos, e proteger a população mais vulnerável, especialmente em áreas de surto.
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