Sarampo: Esquema Vacinal e Ações de Bloqueio do Ministério da Saúde

AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020

Enunciado

Em 2019, foram confirmados 6640 casos de sarampo no Brasil. O Ministério da Saúde (MS) tem atuado, junto aos estados e municípios, no enfrentamento do surto de sarampo. Visando interromper a transmissão do vírus, reduzir as internações e óbitos, a vacinação deve ser priorizada e adotada. Assinale a alternativa correta quanto ao esquema vacinal e as ações de bloqueio recomendado pelo MS:

Alternativas

  1. A)  Vacinar todos os trabalhadores da saúde, vacinados ou não, ou com o esquema vacinalincompleto, de qualquer idade que atuam no atendimento direto de pacientes com suspeita de infecções respiratórias.
  2. B)  Crianças que receberem a dose zero da vacina entre seis meses a 11 meses e 29 dias,esta dose será considerada válida para fins do Calendário Nacional de Vacinação.
  3. C)  Durante o bloqueio vacinal, recomenda-se vacinação, em até 72 horas, de todos oscontatos do caso suspeito encontrados durante a investigação. Caso exista comprovação vacinal, não deve haver revacinação.
  4. D)  Identificar e monitorar todas as pessoas que tiveram contato com caso suspeito ouconfirmado durante todo o período de transmissibilidade (dez dias antes e seis dias após o início do exantema).

Pérola Clínica

Bloqueio vacinal sarampo: vacinar contatos em até 72h, mesmo com comprovação vacinal prévia.

Resumo-Chave

Em situações de surto de sarampo, o Ministério da Saúde recomenda o bloqueio vacinal, que consiste na vacinação de todos os contatos de um caso suspeito ou confirmado em até 72 horas. Esta medida é crucial para conter a transmissão e, nesse contexto, a revacinação é indicada mesmo para aqueles com esquema vacinal completo, devido à urgência e ao alto poder de transmissão do vírus.

Contexto Educacional

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, com potencial para causar surtos e complicações graves, incluindo óbitos. Diante de um cenário de surto, como o ocorrido no Brasil em 2019, o Ministério da Saúde (MS) estabelece diretrizes rigorosas para a vacinação e as ações de bloqueio, visando conter a disseminação do vírus e proteger a população. O esquema vacinal de rotina para o sarampo no Brasil inclui a primeira dose da vacina tríplice viral (SCR) aos 12 meses de idade e a segunda dose (SCR ou SCRV) aos 15 meses. Em situações de surto, o MS pode recomendar a 'dose zero' para crianças entre 6 e 11 meses de idade. É crucial entender que essa dose extra não substitui as doses de rotina e a criança deverá seguir o calendário normal posteriormente. As ações de bloqueio vacinal são estratégias emergenciais para interromper a cadeia de transmissão. A principal recomendação é vacinar todos os contatos de um caso suspeito ou confirmado de sarampo em até 72 horas após a exposição. Este bloqueio é tão crítico que a vacinação é indicada mesmo para indivíduos com comprovação vacinal prévia, pois a urgência em criar uma barreira imunológica supera a necessidade de evitar uma revacinação. A identificação e monitoramento dos contatos são parte essencial da vigilância epidemiológica, mas a vacinação imediata é a medida mais eficaz para o controle do surto.

Perguntas Frequentes

Qual a recomendação do Ministério da Saúde para o bloqueio vacinal do sarampo?

O Ministério da Saúde recomenda que, durante o bloqueio vacinal, todos os contatos de um caso suspeito ou confirmado de sarampo sejam vacinados em até 72 horas após a exposição. A revacinação é indicada mesmo para aqueles com comprovação vacinal prévia.

A 'dose zero' da vacina de sarampo é válida para o calendário nacional?

Não, a 'dose zero' da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) administrada entre 6 e 11 meses de idade em situações de surto não é considerada válida para o Calendário Nacional de Vacinação. A criança ainda precisará receber as doses de rotina aos 12 e 15 meses de idade.

Quais são os principais objetivos das ações de bloqueio vacinal contra o sarampo?

Os principais objetivos das ações de bloqueio vacinal são interromper a transmissão do vírus do sarampo, reduzir o número de novos casos, diminuir as internações e óbitos, e proteger a população mais vulnerável, especialmente em áreas de surto.

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