CRER - Centro de Reabilitação Dr. Henrique Santillo (GO) — Prova 2015
Em 2014, o Ministério da Saúde incluiu a vacina contra o HPV no Calendário Nacional de Vacinação e ela será fornecida gratuitamente, pelo Sistema Único de Saúde, a meninas de 11 a 13 anos. O Ministério da Saúde recomenda que a primeira dose (de um total de três) seja aplicada nas escolas publicas e privadas que aderiram à estratégia a partir de 10 de março. A vacina também estará disponível nas 36 mil salas de vacina da rede pública de saúde durante todo ano. Qual é o princípio ativo das atuais vacinas contra HPV:
Vacina HPV = Partículas Semelhantes a Vírus (VLP), não vírus vivo atenuado.
As vacinas contra o HPV são produzidas a partir de Partículas Semelhantes a Vírus (VLPs), que são proteínas da cápside viral (L1) que se auto-montam, mas não contêm material genético viral. Isso as torna incapazes de causar infecção ou doença, sendo altamente seguras e imunogênicas.
A vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) representa um marco na saúde pública, sendo a primeira vacina desenvolvida para prevenir um tipo de câncer. O HPV é a principal causa do câncer de colo de útero, além de estar associado a outros cânceres anogenitais e orofaríngeos. A inclusão da vacina no calendário nacional de vacinação visa reduzir drasticamente a incidência dessas doenças. O princípio ativo das atuais vacinas contra o HPV não é vírus vivo atenuado, mas sim Partículas Semelhantes a Vírus (VLPs - Virus-Like Particles). Essas VLPs são formadas pela auto-montagem da proteína L1 da cápside viral, sem conter o material genético do vírus. Isso significa que as VLPs são incapazes de replicar ou causar infecção, tornando a vacina muito segura e com um excelente perfil de imunogenicidade. A vacinação contra o HPV é recomendada para meninas e meninos em idades específicas (geralmente entre 9 e 14 anos, dependendo do país e calendário) antes do início da vida sexual, maximizando a proteção. A vacina é altamente eficaz na prevenção da infecção pelos tipos de HPV de alto risco oncogênico (como 16 e 18) e de baixo risco (como 6 e 11, causadores de verrugas genitais), contribuindo significativamente para a saúde sexual e reprodutiva.
A vacina induz a produção de anticorpos contra as proteínas da cápside do HPV, impedindo que o vírus infecte as células e, consequentemente, prevenindo as lesões pré-cancerígenas e o câncer.
As vacinas diferem nos tipos de HPV que cobrem. A bivalente protege contra os tipos 16 e 18; a quadrivalente, contra 6, 11, 16 e 18; e a nonavalente, contra 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58.
Sim, estudos demonstram que a vacina HPV é extremamente segura e altamente eficaz na prevenção da infecção pelos tipos de HPV cobertos, reduzindo significativamente a incidência de lesões pré-cancerígenas e câncer de colo de útero.
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